PENSILVÂNIA — Autoridades sanitárias confirmaram nesta terça-feira (15) a quarta morte relacionada ao sarampo no estado, que concentra cerca de 700 dos mais de 3.290 casos registrados nos Estados Unidos desde o início de 2026. A epidemia alcançou o maior nível no país em 35 anos.
As autoridades informaram que nenhuma das quatro vítimas estava vacinada. Relatórios de médicos-legistas locais apontam que morreram dois bebês que ainda não tinham idade para receber a vacina, um jovem de 18 anos e uma mulher de 40 anos.
As mortes se somam a outras três registradas nos Estados Unidos desde o início de 2025, incluindo as de duas crianças, quando começou o surto atual.
Disputa política
A confirmação intensificou o embate entre o governador da Pensilvânia, o democrata Josh Shapiro, e Robert F. Kennedy Jr., secretário de Saúde do governo republicano de Donald Trump e crítico das vacinas.
Em uma publicação no X, Shapiro acusou Kennedy de alimentar receios sobre a vacinação e de silenciar as mortes. O governador afirmou que o secretário teria orientado a principal agência de saúde do país a não registrar os quatro óbitos como relacionados ao surto de sarampo.
Kennedy rejeitou as acusações, denunciou a politização das mortes e questionou a relação direta delas com a doença.



