WASHINGTON, D.C. — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (15) o fechamento imediato do Kennedy Center, horas depois de um juiz federal impedir que seu nome fosse acrescentado à fachada do centro cultural. Trump afirmou que a instituição só voltará a funcionar caso a Justiça autorize a mudança de nome e que as reformas previstas dependem de uma decisão de tribunal superior.
Nas redes sociais, o presidente disse que o conselho administrativo do Kennedy Center aprovou, por quase unanimidade, o encerramento do prédio por motivos de segurança e para permitir o início de reformas. A instituição confirmou que a decisão do conselho prioriza a segurança.
Trump descreveu as obras como amplas e complexas, mas afirmou que elas não começarão se a decisão judicial for desfavorável e não for revertida pela Suprema Corte dos Estados Unidos. O fechamento, segundo ele, será imediato.
A decisão que provocou o anúncio foi tomada pelo juiz federal Christopher Cooper. Ele determinou que o conselho administrativo não poderia reinstalar o nome de Trump no edifício sem autorização do Congresso. Cooper já havia ordenado a retirada do nome do presidente da fachada e anulou a decisão do conselho de renomear a instituição como “Trump-Kennedy Center”.
Disputa sobre a fachada
O conselho do Kennedy Center é chefiado por Trump desde o começo de 2024. Operários retiraram o nome do presidente do edifício em junho, mas os andaimes e as lonas permaneceram no local desde então.
No mês passado, o conselho avançou em um plano para instalar um novo letreiro com a frase “Renovado e restaurado pelo presidente Donald J. Trump”. Para Cooper, a proposta contrariava sua decisão anterior. O juiz afirmou que o conselho não poderia instalar memoriais para Trump, para qualquer outra pessoa ou para qualquer outra finalidade no Kennedy Center sem aprovação do Congresso.


