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Protestos de estudantes afetam 564 escolas na França

Mobilização por melhores condições de ensino teve confrontos, detenções e feridos, enquanto sindicatos e associações estudantis mantêm a convocação para novos atos.

Protestos de estudantes afetam 564 escolas na França

Protestos de estudantes do ensino médio afetaram ou interromperam as atividades em 564 escolas da França nesta sexta-feira (2). A mobilização, iniciada na semana passada na região de Paris, se espalhou pelo país e incluiu confrontos com forças de segurança em cidades como Paris e Estrasburgo.

Os manifestantes reivindicam melhores condições de ensino. Entre as queixas estão jornadas consideradas excessivas, temperaturas inadequadas nas salas, ausência de professores e falta de substitutos. Os alunos também criticam os gastos com dispositivos destinados a garantir a proibição do uso de celulares nas escolas.

Na escola Turgot, no centro de Paris, dezenas de estudantes bloquearam a entrada pela manhã. Alguns estavam encapuzados, e os participantes exibiam faixas com mensagens de protesto. A maioria dos alunos envolvidos tem entre 15 e 18 anos.

“O horário está pesado demais”, afirmou Simon, de 15 anos, ao descrever aulas das oito da manhã às seis da tarde e mais duas horas de estudo em casa. Anna, também de 15 anos, disse que as temperaturas chegaram a 37ºC durante a onda de calor e que, no inverno, as salas ficam frias.

Confrontos e detenções

Em diferentes pontos do país, estudantes acenderam fogueiras e lançaram objetos contra a polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo. Em Belfort, no nordeste da França, um policial foi agredido, segundo o ministro do Interior, Laurent Nuñez.

Desde o início do movimento, mais de 300 policiais e gendarmes ficaram feridos. Também foram registrados ferimentos em 65 funcionários do Ministério da Educação, entre eles 40 diretores de escolas, e em 170 alunos, conforme as autoridades.

Quase 400 das 3.700 escolas de ensino médio francesas permaneceram fechadas nesta sexta-feira. Em Marselha, muitas instituições adotaram aulas remotas depois que os protestos interromperam os serviços de transporte na quinta-feira.

O ministro da Educação, Édouard Geffray, reuniu-se com sindicatos e associações estudantis, mas os representantes mantiveram a convocação para uma nova jornada de protestos na próxima terça-feira. Eles afirmaram que faltam medidas concretas.

O ministro da Justiça, Gérald Darmanin, disse ter pedido aos promotores que responsabilizem os pais pelos danos causados pelos filhos. Segundo ele, quase 2.000 pessoas foram detidas desde o começo da mobilização, 90% delas menores de idade. As primeiras detenções resultaram em condenações à prestação de serviços à comunidade.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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