NOVA YORK — O Conselho de Paz estima que a reconstrução da Faixa de Gaza exigirá US$ 71 bilhões. Durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), a entidade apresentou uma primeira etapa de US$ 2,45 bilhões, distribuída em 66 programas para recuperar a infraestrutura e a economia do território.
A proposta inclui a instalação de abrigos humanitários, o fornecimento de geradores a diesel e a reconstrução de hospitais. O Conselho afirmou que o trabalho deve ocorrer em longo prazo. “Obviamente, este é um projeto de longo prazo. Não é algo que possa acontecer em seis meses”, disse o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.
Dimensão da destruição
A previsão do Conselho é próxima da estimativa divulgada pela ONU em outubro do ano passado, de pelo menos US$ 70 bilhões. A organização calculou que os bombardeios israelenses geraram 55 milhões de toneladas de escombros, volume equivalente a 13 vezes o tamanho das pirâmides de Gizé, no Egito.
O cessar-fogo entre Hamas e Israel foi acordado em outubro de 2025 com a participação do Conselho de Paz. O entendimento interrompeu os combates em larga escala, mas não encerrou os ataques israelenses na região. Desde então, não houve avanço para um acordo definitivo.
A falta de consenso mantém incerto o início da reconstrução. Israel e Hamas continuam divergindo sobre os termos de um eventual acordo de paz, enquanto a maior parte da infraestrutura de Gaza permanece destruída.
Mais de 2 milhões de moradores estão confinados a cerca de um terço do território, principalmente em barracas ou em cômodos superlotados de prédios danificados. Na última semana, dezenas de pessoas morreram depois que um edifício residencial atingido durante a guerra desabou.


