O Tribunal Penal Internacional (TPI) tornou públicos nesta segunda-feira (5) mandados de prisão contra dois ministros do governo talibã do Afeganistão. Habibullah Agha, da Educação, e Neda Mohammad Nadim, do Ensino Superior, são acusados de perseguição por motivos de gênero, considerada crime contra a humanidade.
As ordens foram emitidas de forma confidencial em 9 de setembro de 2025 pela Câmara de Questões Preliminares do tribunal, sediado em Haia. O órgão afirmou haver “motivos razoáveis” para acreditar que os quatro suspeitos são responsáveis por ordenar, instigar ou solicitar a prática do crime contra a humanidade de perseguição.
Agha e Nadim são fiéis ao líder supremo dos talibãs, Hibatullah Ajundzada, e, segundo o Tribunal, têm papel decisivo na manutenção da proibição que impede mulheres e meninas de continuar os estudos após os 12 anos.
Os novos mandados se somam às ordens de prisão emitidas anteriormente contra Ajundzada e Abdulhakim Haqqani, presidente do Supremo Tribunal. As acusações abrangem supostos crimes cometidos em território afegão desde a tomada do poder pelos talibãs, em 15 de agosto de 2021, e mantidos pelo menos até 20 de janeiro de 2025.



