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Política

PT prepara mudanças na campanha de Lula para o segundo turno

Reunião em Brasília discutirá comunicação, equipe e participação de Lula nos debates contra Flávio Bolsonaro.

PT prepara mudanças na campanha de Lula para o segundo turno
Foto: Adriano Machado/Reuters - 01.10.2026

A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva prepara uma revisão imediata da estratégia depois de o presidente terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, do PL. A diferença foi de 1,87 ponto percentual: o candidato do PL teve 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% de Lula.

Lula reúne nesta segunda-feira (5), às 17h, em um hotel em Brasília, candidatos e integrantes do conselho político para discutir os ajustes. A avaliação entre os aliados é que será necessário reconhecer o resultado das urnas, identificar onde houve perda de votos e alterar a condução da campanha nas próximas três semanas.

O presidente é descrito por aliados como sereno e confiante. Uma decisão já considerada definida é sua participação nos debates do segundo turno. Lula pretende comparecer a todos os confrontos possíveis com Flávio Bolsonaro e avalia que o embate direto pode contribuir para a tentativa de reverter o resultado.

A comunicação está entre os principais pontos de análise. Uma ala da campanha quer uma linguagem mais acessível e voltada a temas do cotidiano, com menos espaço para assuntos considerados complexos ou distantes da maioria dos eleitores. Minerais críticos e discussões acadêmicas sobre soberania aparecem entre os exemplos citados.

A proposta também inclui uma postura mais direta contra Flávio Bolsonaro. A campanha busca eleitores que se abstiveram ou votaram em branco ou nulo. A leitura inicial é que o candidato do PL concentrou mais votos úteis do que o previsto, enquanto a terceira via perdeu força.

A estrutura da equipe poderá ser modificada com a incorporação de experiências de estados em que o PT e seus aliados tiveram desempenho positivo. No Piauí, Rafael Fonteles foi reeleito no primeiro turno com 70,90% dos votos válidos. No Ceará, Elmano de Freitas também conquistou a reeleição nessa etapa, com 53,19%, em disputa contra Ciro Gomes, que obteve 46,22%.

Há divergências internas sobre a estratégia, especialmente entre Edinho Silva, presidente do PT, e Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência. As diferenças envolvem o tom da comunicação e a maneira de ampliar o eleitorado de Lula.

Outro tema em revisão é a defesa de Lula pela proibição das bets na reta final da campanha. Integrantes reconhecem que o assunto pode ter prejudicado o desempenho eleitoral e o classificam como um ponto fora da curva. O presidente decidiu manter a posição após relatar impacto com histórias de pessoas endividadas por apostas, mesmo ciente do risco político.

Pesquisas internas indicavam crescimento de Flávio e mantinham Lula cerca de três pontos percentuais à frente. Augusto Cury, do Avante, marcava cerca de 5 pontos. Uma disputa apertada era considerada possível, mas a liderança de Flávio no encerramento do primeiro turno não estava no cenário esperado.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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