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Política

Assessora de Flávio é investigada por convites de camarote ligados a emenda

Mensagens obtidas pela Polícia Federal associam pedido de ingressos a negociações de repasse para entidade ligada aos irmãos Brazão.

Assessora de Flávio é investigada por convites de camarote ligados a emenda
Foto: Reprodução/YouTube/@flaviobolsonaro - 10.09.2026

A secretária parlamentar Maria de Fátima Bezerra Castro, assessora do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pediu quatro ingressos para o Camarote Arpoador durante o desfile das campeãs, após negociar uma emenda parlamentar com Robson Calixto, conhecido como “Peixe”. Cada convite custava em torno de R$ 3 mil. Para os investigadores, o pedido representa uma “solicitação de vantagem indevida”.

As mensagens foram obtidas pela Polícia Federal na Operação Emendatio, deflagrada em julho deste ano. A investigação apura o desvio de emendas destinadas a entidades ligadas ao ex-deputado federal Chiquinho Brazão e ao ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Domingos Brazão. Os dois foram condenados no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018.

A negociação da emenda

Entre os repasses analisados está uma transferência de R$ 200 mil, feita em 2023 pelo gabinete de Flávio Bolsonaro ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop), entidade vinculada aos irmãos Brazão. A negociação envolveu diretamente Maria de Fátima e Robson Calixto, que tinha contato com o parlamentar e cobrava informações sobre o andamento do recurso.

Em uma das conversas, a assessora convidou Calixto para um evento com Flávio, onde ele poderia “reforçar o pedido com o senador”. Depois das tratativas sobre a emenda, em janeiro de 2024, Maria de Fátima voltou a procurá-lo para pedir os ingressos. Calixto encaminhou a solicitação a um dos organizadores do evento.

A defesa de Flávio Bolsonaro nega irregularidades. Em nota, afirma que a emenda “foi destinada dentro da legislação vigente e dos critérios técnicos do Ministério do Esporte” e que a execução dos recursos cabe à entidade beneficiária. Segundo a defesa, eventuais irregularidades devem ser examinadas pelos órgãos de controle.

Flávio não comentou a atuação da assessora, que continua lotada em seu gabinete no Senado. Em setembro deste ano, Maria de Fátima recebeu salário bruto de R$ 33,5 mil. Calixto foi citado na delação de Ronnie Lessa, apontado como intermediário entre mandantes e executores do crime. Sua defesa nega envolvimento, mas ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do caso no início de 2026.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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