A candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná foi suspensa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas o nome do ex-procurador já aparece em mais de 70% das urnas eletrônicas destinadas ao pleito no Estado. Os equipamentos já receberam os dados dos candidatos, o que permite que Dallagnol seja votado em parte das urnas mesmo se sua candidatura for barrada nos próximos dias.
A situação pode abrir uma disputa judicial após a eleição. Integrantes do TSE avaliam que um eventual indeferimento da candidatura provocaria questionamentos e poderia até obrigar a realização de uma nova eleição no Paraná. Mesmo que Dallagnol não obtenha autorização para concorrer antes da votação, a presença do nome dele nas urnas manteria o problema jurídico depois do pleito.
Decisões na Justiça Eleitoral
No sábado (19), o ministro Floriano de Azevedo Marques determinou, em decisão liminar, a suspensão da campanha de Dallagnol ao Senado. Na segunda-feira (21), a maioria do TSE decidiu manter essa medida em decisão sob sigilo.
Antonio Carlos Ferreira, Villas Bôas Cueva, Estela Aranha e Sebastião Reis votaram pela continuidade da suspensão. O presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, e o ministro André Mendonça foram contrários à medida.
O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná deve analisar nesta quarta-feira (23) um recurso do Partido dos Trabalhadores contra a decisão da Corte regional que havia autorizado a candidatura. Ainda que o TRE decida a favor de Dallagnol, caberá ao TSE avaliar o mérito da questão.


