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Política

Votação russa começa sob impacto de ataques e sem oposição anti-Putin

Eleição para a Duma ocorre em três dias, com domínio do Rússia Unida e preocupação sobre uma possível nova mobilização militar.

Votação russa começa sob impacto de ataques e sem oposição anti-Putin

A Rússia anunciou a derrubada de dezenas de drones direcionados a Moscou pouco depois da abertura das urnas no extremo leste do país. O prefeito da capital, Sergei Sobianin, afirmou que mais de 350 aparelhos voaram em direção à região entre 20h00 de 17 de setembro e 7h00 de 18 de setembro. Segundo ele, 64 drones foram interceptados quando se aproximavam da cidade.

O episódio ocorre durante a primeira eleição parlamentar russa desde o envio de tropas à Ucrânia, em fevereiro de 2022. O conflito provocou centenas de milhares de mortes e rompeu os laços de Moscou com o Ocidente, que impôs sanções econômicas à Rússia.

Disputa restrita

A votação para renovar as 450 cadeiras da Duma, a câmara baixa do Parlamento russo, começou na sexta-feira (18) e deve terminar no domingo, às 21h00 locais. Os primeiros resultados são esperados imediatamente depois. As primeiras urnas foram abertas às 8h00 locais em Kamchatka e no distrito autônomo de Chukotka, no Pacífico, as duas primeiras regiões entre os 11 fusos horários russos a iniciar o processo.

A disputa reúne apenas partidos que apoiam Vladimir Putin e as políticas do Kremlin, incluindo a ofensiva militar na Ucrânia. Além do Rússia Unida, participam o Partido Comunista, o nacionalista LDPR, Rússia Justa e Gente Nova. O Rússia Unida domina a política russa desde o início dos anos 2000, enquanto Putin governa o país desde a véspera do Ano-Novo de 1999.

O partido Yabloko, que defendeu o fim dos combates, foi excluído pouco antes da eleição. Lev Shlosberg, um de seus principais dirigentes, foi preso por criticar a guerra. Na prática, poucos russos duvidam da vitória do partido presidencial.

Guerra no centro da campanha

A ausência de debate público e a proibição da dissidência e das críticas transformam a votação em um indicador da insatisfação popular com um conflito sem fim à vista. Moscou também organizou a eleição em territórios do leste da Ucrânia ocupados e anexados.

Tatiana Stanovaya, analista política russa radicada na França, disse que Putin considera importante apresentar a eleição como demonstração de apoio interno. Em discurso transmitido pela televisão na noite de quarta-feira, o presidente pediu que os cidadãos votassem para mostrar às tropas que “por trás de nossos combatentes há milhões de pessoas”.

A guerra também atingiu cidades dos Urais e da Sibéria, onde ataques ucranianos provocaram mortes de civis e prejuízos de milhões de dólares à infraestrutura. Os principais adversários políticos de Putin foram, em sua maioria, levados ao exílio. Alexei Navalny, que havia mobilizado milhares de pessoas durante eleições, morreu em uma prisão no Ártico em 2024.

A oposição russa no exílio pediu que os eleitores contrários ao Kremlin não boicotassem o pleito, mas votassem contra o partido presidencial. Parte dos russos teme que, depois da eleição, ocorra uma nova mobilização militar como a de 2022, quando Putin convocou 300 mil reservistas. O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, acusou o Kremlin de planejar uma nova campanha “neste outono”, hipótese negada por Putin.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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