A campanha de Flávio Bolsonaro reavalia a participação do candidato do PL no debate presidencial da Rede Globo, poucas horas antes do início do evento. A possível desistência está relacionada à decisão da ministra Stella Aranha, que proibiu a instalação de um púlpito vazio no estúdio para representar a ausência de Lula, do PT.
A equipe de Flávio considera que a medida configura “censura”. Na preparação para o debate, o senador planejava usar o espaço para fazer críticas diretas ao principal adversário.
A discussão sobre a presença do candidato ocorreu enquanto circulava a informação de que o ministro Gilmar Mendes pretendia conceder uma decisão para assegurar a participação de Renan Santos, do Missão. Embora integre o campo da direita, Santos tem feito críticas a Flávio Bolsonaro e afirmou que não havia sido convidado pela rede Globo por causa do “lobby” do candidato junto à emissora.
A possibilidade de ausência divide a própria campanha. Parte da equipe avalia que Flávio poderia ser mal visto pelos eleitores caso faltasse depois de confirmar presença. Esses integrantes também consideram que a decisão poderia ter efeito contrário ao pretendido e prejudicar o candidato nos últimos dias antes do primeiro turno.


