O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (6) que pretende usar uma eventual maioria no Congresso Nacional para alterar a Constituição Federal e “redemocratizar” o Brasil, caso seja eleito.
A declaração foi feita após Ronaldo Caiado anunciar apoio à candidatura. Flávio disse que, com uma bancada majoritariamente de direita, poderá eleger presidentes do Senado e da Câmara alinhados às suas propostas, facilitando a tramitação de projetos de sua autoria.
“O Brasil já me deu um Congresso muito mais à direita do que ele é hoje”, afirmou o candidato. Na sequência, ele associou a formação dessa maioria à possibilidade de mudar a Constituição e, segundo suas palavras, democratizar o país.
Propostas defendidas
Flávio voltou a defender a redução da maioridade penal e a castração química para agressores de mulheres. Também afirmou que pretende classificar organizações criminosas como terroristas, com penas que podem chegar a 80 anos de prisão.
O senador indicou ainda a possibilidade de nomear Caiado como ministro e declarou que formará o “melhor time de ministro da história do país”. Ao justificar sua candidatura, disse que o Brasil vive uma “barbárie” e que ele seria o responsável por impedir que o país se transforme em “uma Venezuela” ou se entregue a organizações terroristas como Hamas e Hezbollah.
Flávio também voltou a acusar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de manter alianças com ditadores, citando Daniel Ortega, da Nicarágua. Sem apresentar detalhes adicionais, afirmou que o presidente persegue padres, prende pastores, mata mulheres e não respeita os direitos humanos.


