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Política

Flávio Bolsonaro acumula negativas e contradições em temas da campanha

Senador negou relação com o Banco Master, minimizou recursos públicos no filme sobre Jair Bolsonaro e atribuiu o PIX ao pai.

Master, filme, PIX e mais: as mentiras que Flávio Bolsonaro já contou

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência e senador, foi confrontado nas últimas semanas com declarações consideradas falsas ou contraditórias em temas centrais de sua campanha. Entre os episódios estão a relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, o financiamento do filme Dark Horse, a origem do PIX e o uso de imagens de pessoas catando comida no lixo para criticar o governo Lula.

A sequência ganhou força após o vazamento de mensagens de áudio e texto em que Flávio aparece negociando com Vorcaro apoio ao filme sobre Jair Bolsonaro. Horas antes da divulgação das conversas, o senador negou publicamente que houvesse relação entre o longa-metragem e o dono do Banco Master, preso pela Polícia Federal. No mesmo dia, porém, em vídeo de defesa, reconheceu a relação e afirmou que o filme não teria recebido dinheiro público.

A conexão com o Banco Master

Em abril de 2026, Flávio classificou como “narrativa falsa” a associação entre políticos da direita e da extrema direita e o caso envolvendo o Banco Master. A Polícia Federal investiga a suspeita de que Daniel Vorcaro tenha pago cerca de R$ 300 mil mensais, além de outras vantagens, ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, em troca de apoio no Parlamento.

A investigação também identificou que Ciro Nogueira protocolou no Senado a PEC 65/2023, elaborada pela assessoria do banco. A proposta ampliaria a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito e poderia favorecer diretamente o Master. O texto não avançou na Casa.

A ligação política com o empresário também aparece nas campanhas de Jair Bolsonaro à Presidência e de Tarcísio de Freitas ao governo de São Paulo, em 2022. Jair Bolsonaro recebeu R$ 3 milhões, enquanto Tarcísio recebeu R$ 2 milhões de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e investigado no caso.

Recursos públicos no filme

A afirmação de que Dark Horse não recebeu recursos públicos foi contestada por repasses feitos por meio de emendas parlamentares. Mário Frias (PL-SP), deputado federal, roteirista do filme e ex-ministro da Cultura, destinou R$ 2 milhões à produtora da obra.

A transferência ocorreu em 2024, por meio do Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina Ferreira Gama, dona da Go UP Entertainment, empresa responsável pelas etapas de pré e pós-produção do filme.

A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) levou o caso ao Supremo Tribunal Federal. A Corte determinou que Mário Frias explicasse os repasses. Como ele não foi localizado pelos oficiais de Justiça, o ministro Flávio Dino intimou a Câmara dos Deputados a informar os endereços residenciais do parlamentar no Distrito Federal e em Brasília. O processo continua aberto.

A investigação sobre o Banco Master inclui possíveis irregularidades no uso de recursos de regimes próprios de previdência de estados e municípios e na compra de fundos de precatórios. Como parte desses títulos teria sido emitida antes do fim dos processos judiciais, ainda haveria possibilidade de recurso da União e contestação dos valores. Por isso, não é possível garantir que os recursos repassados por Vorcaro não tenham origem pública.

PIX e imagens de fome

Em maio de 2026, durante o lançamento de candidaturas do PL ao Senado e ao governo de Santa Catarina, em Florianópolis, Flávio usou uma camiseta com a frase “o PIX é do Bolsonaro”. A mensagem procura atribuir a Jair Bolsonaro a criação do sistema de pagamentos instantâneos.

O Banco Central, entretanto, começou a estudar o mecanismo em 2018, durante o governo Michel Temer. O PIX foi lançado em novembro de 2020. Jair Bolsonaro só usou o sistema seis meses depois do lançamento e, antes disso, demonstrou desconhecimento sobre seu funcionamento ao ser questionado por um apoiador.

Em abril, Flávio também atribuiu ao governo Lula uma crise de pobreza extrema e usou, para sustentar a crítica, um vídeo de pessoas recolhendo alimentos do lixo. As imagens haviam sido gravadas em outubro de 2021, durante o governo de Jair Bolsonaro.

Contradições sobre Alexandre de Moraes e reeleição

Além das afirmações sobre fatos objetivos, o senador mudou de posição em temas políticos. Em abril de 2024, classificou como “fake news” a informação de que era contrário ao impeachment de Alexandre de Moraes. A reação ocorreu depois de uma entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na qual disse que o afastamento de um ministro do Supremo Tribunal Federal não resolveria os problemas do país.

Em julho de 2025, contudo, Flávio aderiu à oposição a Moraes e protocolou no Senado um novo pedido de impeachment contra o ministro. O documento afirma que o magistrado violou princípios constitucionais.

Outra mudança envolveu a reeleição presidencial. Em março deste ano, Flávio apresentou uma proposta de emenda à Constituição para acabar com a possibilidade de reeleição ao cargo de presidente. Dois meses depois, declarou que pretendia governar por oito anos caso fosse eleito. A fala ocorreu em 8 de maio, em Florianópolis, durante o lançamento da chapa de Jorginho Mello ao governo de Santa Catarina.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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