O candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, anunciou que pretende recrutar apoiadores para atuar como fiscais de urnas no dia das eleições. A proposta foi apresentada durante uma transmissão pela internet na quinta-feira (17), com o objetivo declarado de acompanhar a atuação de pessoas que classificou como mal-intencionadas durante o pleito.
Flávio não explicou quais seriam as atribuições desses apoiadores nem como o programa seria organizado. A iniciativa foi apresentada ao lado de questionamentos sobre o resultado das eleições de 2022.
Durante a transmissão, o candidato afirmou que Lula venceu com ajuda de Alexandre de Moraes, que presidia o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) naquele período. Também disse que um suposto desequilíbrio provocado pela atuação do ministro teria criado uma dívida política de Lula com Moraes, que estaria, segundo ele, trabalhando nos bastidores para protegê-lo. Flávio não apresentou provas para essas afirmações.
Críticas a ministros
Flávio também acusou o ministro Flávio Dino de não ter se declarado impedido no julgamento da trama golpista, que classificou como uma farsa. Na avaliação do candidato, essa conduta poderia submetê-lo a um processo de impeachment.
O senador ainda afirmou que, caso seja eleito presidente, poderá indicar até seis ministros para o Supremo. Desse total, quatro vagas seriam relacionadas à aposentadoria de ministros, enquanto duas decorreriam de uma eventual saída de Moraes e Dino.


