O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou nesta quarta-feira (23) que o Brasil está isolado por não participar do Escudo das Américas, coalizão liderada pelos Estados Unidos para combater o narcotráfico e o crime organizado. Durante uma live no YouTube, ele disse que pretende incluir o país na iniciativa caso seja eleito, a partir do próximo ano.
Flávio relacionou a ausência brasileira à atuação do presidente da República. “O Brasil vai continuar sendo uma peneira que não tem condições de garantir a própria soberania”, afirmou, ao criticar a falta de participação no grupo.
Na avaliação do senador, a entrada na coalizão ampliaria a cooperação internacional na área de segurança. Entre as medidas mencionadas estão investimentos em tecnologia, troca de informações e operações conjuntas com outros países para enfrentar organizações criminosas.
O candidato também declarou que pretende trabalhar com o Congresso Nacional para classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e milícias como organizações narcoterroristas. Ele afirmou que atuará “todos os dias” para recuperar, em suas palavras, a soberania da segurança pública.
Acordo contra organizações narcotraficantes
Criado em março deste ano a convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Escudo das Américas reúne governos alinhados ideologicamente ao líder norte-americano. O objetivo declarado é ampliar a coordenação entre os países no combate ao narcotráfico e ao crime organizado.
Na terça-feira (22), os integrantes assinaram um acordo que classifica formalmente organizações narcotraficantes como ameaças compartilhadas e prevê ações coordenadas contra elas. O documento cita 24 alvos, entre os quais estão o PCC e o Comando Vermelho.
As medidas previstas incluem compartilhamento de informações, acesso a tecnologias e capacidades de segurança, treinamento de agentes públicos e coordenação de sanções e ações financeiras contra as organizações.
Além dos Estados Unidos, participaram da assinatura Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago. Ao todo, outros 14 países assinaram o acordo.


