SÃO PAULO — O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) afirmou nesta quarta-feira (20) que uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência poderia dificultar o diálogo entre os governos federal e estadual.
A declaração foi feita durante uma carreata no Grajaú, na zona sul da capital. Haddad defendeu que os eleitores escolham representantes de seu campo político para o Legislativo e ressaltou a importância de votar também para deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente.
O candidato disse que nunca discriminou pessoas por partido político porque considera o interesse público prioritário. Na avaliação dele, porém, os bolsonaristas não adotariam a mesma postura. Como exemplo, citou o tratamento dado por Jair Bolsonaro a Doria quando Bolsonaro governava o Brasil e Doria comandava o estado de São Paulo.
“Eu nunca discriminei por partido político, porque eu penso que interesse público vem em primeiro lugar, não interesse partidário”, declarou Haddad. Em seguida, afirmou que seria necessário “trazer luz para essa questão”.
Campanha na reta final
Parte significativa do plano de governo de Haddad menciona programas federais que seriam replicados em São Paulo caso ele fosse eleito. Durante a campanha, o candidato também citou em entrevistas o bom relacionamento com Lula, presidente e candidato à reeleição.
A quatro dias da votação, Haddad programou atividades nas ruas da capital e do ABC. Atrás nas pesquisas e diante da possibilidade de perder a eleição ainda no primeiro turno, reforçou a necessidade de ampliar as candidaturas de sua coligação ao Senado e à Câmara.
O candidato afirmou que visitaria regiões onde ainda havia comparecido poucas vezes para fortalecer a presença de deputados, senadores e senadoras de seu grupo político. Para Haddad, a disputa deveria ser tratada como uma eleição geral.


