A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (17) mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 39% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial, ante 36% de Flávio Bolsonaro (PL). A diferença está dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o que configura empate técnico.
No levantamento anterior, divulgado em 11 de setembro, Lula tinha 39% e Flávio Bolsonaro, 35%. Augusto Cury (Avante) aparece com 6%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 4%; Renan Santos (Missão), com 3%; e Romeu Zema (Novo), com 2%.
Samara Martins (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO) registram 1% cada. Edmilson Costa (PCB), Clariana Barão (DC), Hertz Dias (PSTU) e Wilson Grassi (Democrata) não pontuaram. Brancos, nulos ou nenhum somam 6%, enquanto 3% dos entrevistados estão indecisos.
Segundo turno
Em uma eventual segunda etapa, Lula aparece com 46% e Flávio Bolsonaro, com 44%. O resultado se manteve igual ao do levantamento anterior, com diferença também dentro da margem de erro. Nesse cenário, 8% afirmam votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, e 1% está indeciso.
O Datafolha entrevistou 2.002 eleitores de 15 a 17 de setembro. A pesquisa tem intervalo de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04029/2026.
Contexto político
Essa foi a primeira divulgação do instituto desde a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) realizada em 15, quando os ministros analisaram se Alexandre de Moraes deveria ser investigado por mensagens trocadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. O julgamento foi suspenso depois que Flávio Dino pediu vista. Pelas regras do STF, o prazo para devolução dos autos é de 90 dias.
Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin defendiam que o pedido de investigação de Moraes fosse analisado junto com o caso envolvendo André Mendonça. O julgamento de Mendonça, previsto para 23 de setembro, foi adiado por Edson Fachin, presidente do STF.
Após a sessão, Lula defendeu que investigações sejam imparciais e afirmou que todos os responsáveis por erros devem ser julgados. Flávio Bolsonaro, por sua vez, associou a crise no STF ao governo atual e relacionou Moraes ao presidente.


