A pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (30) mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 48,5% das intenções de voto no segundo turno contra 48% de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A diferença está dentro da margem de erro, estimada em 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, configurando empate técnico.
Na rodada anterior, publicada em 9 de setembro, os dois apareciam com 46%. Lula avançou 2,5 pontos percentuais, enquanto Flávio Bolsonaro cresceu 2 pontos. As menções a voto em branco, nulo ou nenhum candidato recuaram de 3,5% para 2,1%. O percentual de eleitores que não souberam responder caiu de 4,5% para 1,5%.
Outros cenários de segundo turno
Lula também aparece em empate técnico com Augusto Cury (Avante), por 48% a 44%, e com Ronaldo Caiado (PSD), por 48,5% a 44,6%. O presidente registra vantagem superior à margem de erro nos cenários contra Renan Santos (Missão), por 48% a 41,3%, e Romeu Zema (Novo), por 48,5% a 44%.
Na única simulação de primeiro turno apresentada, Lula tem 39,4% e Flávio Bolsonaro, 38,4%, também em empate técnico. Depois aparecem Augusto Cury, com 6,7%; Renan Santos, com 4,5%; Ronaldo Caiado, com 4,4%; Romeu Zema, com 3,5%; Samara Martins (UP), com 0,4%; Clariana Barão (DC) e Hertz Dias (PSTU), com 0,3% cada; Wilson Grassi (Democrata), Leonardo Avalanche (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Edmilson Costa (PCB), com 0,1% cada. Ninguém, branco ou nulo soma 0,7%, e 1,5% não souberam responder.
No voto espontâneo, sem a apresentação dos nomes aos eleitores, Lula tem 31,5%, contra 30,5% de Flávio Bolsonaro. Augusto Cury registra 4%, Romeu Zema, 3,5%, Ronaldo Caiado, 3,1%, e Renan Santos, 1,7%. Outros somam 0,4%. Ninguém, branco ou nulo representa 7,5%, enquanto 17,5% não sabem.
Rejeição e avaliação do governo
Na pergunta de rejeição múltipla, em que era possível indicar mais de um candidato, Lula aparece com 47,1%, ante 46,1% de Flávio Bolsonaro. Na medição individualizada, os índices são de 43,7% e 41,4%, respectivamente.
A parcela dos que dizem que Lula não merece um quarto mandato caiu de 51,2% em 9 de setembro para 49,4%. Os que respondem que ele merece avançaram de 45,5% para 48,3%. O percentual dos que não sabem diminuiu de 3,3% para 2,4%.
A aprovação e a desaprovação do governo federal aparecem empatadas em 49%. Na rodada anterior, os índices eram de 46,5% e 48,4%, respectivamente. Os que não sabem passaram de 5,1% para 2%.
Na avaliação da gestão, 29% consideram o governo péssimo, 21,3% o classificam como bom e 21% como regular. Outros 14% avaliam a administração como ótima, 12% como ruim e 2,9% não sabem.
Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-08706/2026, a pesquisa ouviu 2.000 eleitores de 16 anos ou mais por telefone entre 25 e 28 de setembro. O nível de confiança associado à margem de erro é de 95%.


