BRASÍLIA — O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que candidatos devem recorrer à Justiça para contestar resultados das eleições, algo que classificou como uma tradição da política brasileira. Ele disse que o tribunal está preparado para analisar eventuais questionamentos ao processo eleitoral deste ano.
Na avaliação do ministro, as contestações devem se concentrar em denúncias de abuso de poder político e econômico. Nunes Marques afirmou que a segurança das urnas eletrônicas não deverá ser o foco das ações e declarou que a Justiça Eleitoral está confiante no sistema eletrônico de votação.
O presidente do TSE também destacou as etapas de lacração e atualização dos sistemas das urnas. Segundo ele, o processo foi organizado para culminar na “festa da democracia”. O ministro disse ainda que o funcionamento dos equipamentos ocorreu sem intercorrências relevantes. As urnas que apresentaram problemas técnicos foram substituídas, sem prejuízo à totalização dos votos.
Dados da votação
Durante uma entrevista coletiva, o TSE divulgou números parciais da eleição. Foram substituídas 1121 urnas, cerca de 0,2% do total. O sistema registrou ainda 12 milhões de downloads do e-Título neste fim de semana e 15 milhões de consultas aos locais de votação.
Também foram transportados 2 mil eleitores com mobilidade reduzida. Houve 143 ocorrências relacionadas à desinformação, ante 2,8 mil registros desde 16 de agosto.
A Justiça Eleitoral informou que 94 cidades tiveram oscilação ou falta de energia, número que era de 140 no início da votação. Além disso, 59 pessoas foram conduzidas por suspeita de crimes eleitorais, das quais 25 em flagrante. As apreensões somaram R$ 380 mil, enquanto o total informado para 2026 superava R$ 30 milhões.


