O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que os mesários foram treinados para impedir a entrada de celulares e outros aparelhos eletrônicos na cabine de votação. A declaração ocorreu depois de Romeu Zema (Novo) ser flagrado com o celular no espaço reservado à urna eletrônica.
Nunes Marques não comentou especificamente o episódio envolvendo o candidato à Presidência. Ele disse que os voluntários fiscalizam o cumprimento da regra, mas reconheceu que violações pontuais podem acontecer. “Há um monitoramento constante”, afirmou o ministro.
O celular pode ser utilizado no local de votação para a identificação do eleitor, inclusive por meio do e-Título. Durante o ato de votar, porém, o aparelho deve permanecer sob a guarda dos mesários. A medida busca proteger o sigilo do voto e coibir crimes eleitorais.
Zema afirmou que o celular “faz parte” dele e disse que utiliza o aparelho diariamente. O candidato também declarou: “Se tivessem me avisado, eu não teria entrado na sala com o celular”.
Números parciais da votação
Durante uma coletiva de imprensa, o presidente do TSE divulgou dados parciais do processo de votação. Foram substituídas 1.121 urnas, cerca de 0,2% do total. O número de e-Títulos baixados no fim de semana chegou a 12 milhões, enquanto foram registradas 15 milhões de consultas aos locais de votação.
Também foram transportados 2 mil eleitores com mobilidade reduzida. Houve 143 ocorrências relacionadas à desinformação, ante 2,8 mil desde 16 de agosto. A oscilação ou falta de energia atingiu 94 cidades, número que era de 140 no início da votação.
Ainda conforme os dados apresentados pelo TSE, 59 pessoas foram conduzidas por suspeitas de crimes eleitorais, sendo 25 em flagrante. As apreensões somaram R$ 380 mil, diante de mais de R$ 30 milhões em 2026.


