O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, afirmou que o uso de celular na cabine de votação é uma intercorrência natural, mas disse que a Justiça Eleitoral deve tomar providências quando isso ocorrer. A declaração foi dada após Romeu Zema (Novo), candidato à Presidência, ser flagrado com o aparelho na mão enquanto votava, neste domingo, 4. Zema afirmou que não havia sido alertado sobre a proibição.
Nunes Marques informou que existe monitoramento permanente e que todos os mesários recebem treinamento para impedir a entrada de equipamentos eletrônicos na cabine. "Algumas intercorrências não naturais que ocorram, e a Justiça Eleitoral deve adotar as providências", declarou o ministro em uma coletiva realizada na sede do TSE.
Questionamentos judiciais
O presidente do tribunal também disse que era esperado que candidatos recorressem à Justiça para contestar aspectos da eleição. Para ele, o país tem uma tradição de judicialização, embora tenha manifestado confiança no sistema eleitoral e no funcionamento da votação até aquele momento.
"Tudo tem funcionado na maior normalidade e com a maior transparência possível", afirmou Nunes Marques, ao mencionar que muitos fatores poderiam ser questionados.
O ministro ainda relatou que praticamente não houve problemas no deslocamento de eleitores por causa de eventos climáticos. A principal preocupação estava na região Norte, onde muitos eleitores dependem do transporte fluvial. No Sul, apesar das fortes chuvas e dos ventos registrados naquele dia, não houve inundação ou alagamento que impedisse a circulação dos eleitores. O temor relacionado ao El Niño envolvia secas no Norte e no Nordeste e chuvas intensas na região Sul.



