Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (17) indica que 49,5% dos eleitores avaliam que a crise institucional entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), relacionada ao caso Master, prejudica mais a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição do que a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O caso envolve o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Para 20,9% dos entrevistados, os efeitos atingem mais a campanha do senador. Outros 14,4% consideram que os dois presidenciáveis são prejudicados na mesma medida. Uma parcela de 6,7% não identifica impacto sobre nenhum dos dois, enquanto 8,6% não souberam responder.
A pesquisa também registrou Flávio numericamente à frente de Lula em um cenário de segundo turno pela segunda semana consecutiva. O senador passou de 46,4% em 9 de setembro para 47,2% em 16/9. Lula avançou 0,6 ponto percentual, de 46,2% para 46,8%.
O STF ainda não decidiu se abrirá investigação contra Alexandre de Moraes por mensagens atribuídas ao ministro e encontradas no celular de Vorcaro. O julgamento começou na terça-feira (15) e pode ficar suspenso por até 90 dias após pedido de vista apresentado por Flávio Dino.
A atuação de André Mendonça, relator do inquérito do Master, sobre o relatório da Polícia Federal que reúne as conversas do ex-banqueiro deverá ser examinada pelo tribunal em 23 de setembro. Embora a sessão esteja marcada, há tendência de cancelamento.
Percepção sobre vínculos políticos
O levantamento perguntou ainda qual grupo político teria mais vínculos com o caso Master, que abalou o sistema financeiro por suspeitas de fraudes bilionárias. Para 41,2%, os envolvidos são principalmente aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Já 40,2% veem mais conexões no entorno de Lula.
A opção de que todos estão igualmente implicados foi escolhida por 13,8%. Políticos do centrão foram apontados por 3,4%, enquanto 1,3% não soube responder. Bolsonaro segue preso após condenação por tentativa de golpe de Estado.
Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-06221/2026, a pesquisa entrevistou 5.018 pessoas de 11 a 16 de setembro. A margem de erro é de um ponto para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.


