Pesquisas de intenção de voto da Quaest e do Datafolha apontam possibilidade de definição no primeiro turno em pelo menos 16 estados nas eleições para os governos estaduais. O cenário é associado à concentração das disputas em dois grupos políticos e à avaliação positiva de governadores que buscam a reeleição em 2026.
Em Alagoas, Pernambuco, Bahia, Amapá e Sergipe, os principais confrontos opõem grupos ligados ao governo estadual a forças com influência sobre as prefeituras das capitais. Em Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD) tenta continuar no cargo contra Valmir de Francisquinho (Republicanos), apoiado por Emília Corrêa, prefeita de Aracaju.
Na Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) enfrenta ACM Neto (União Brasil), aliado do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil). Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) tem João Campos (PSB), ex-prefeito do Recife, como principal adversário. Em Alagoas, a disputa envolve o ex-governador Renan Filho (MDB) e o ex-prefeito de Maceió João Henrique Caldas (PSDB), conhecido como JHC.
No Ceará, Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT) concentram a disputa, sem outro candidato com mais de 1% das intenções de voto.
Governadores tentam transformar aprovação em vantagem
Ex-prefeitos de capitais buscam ampliar sua votação nesses municípios para compensar a influência dos governos estaduais no interior. No Amapá, Clécio Luís (União Brasil), aliado de Davi Alcolumbre (União Brasil), tenta avançar em bases de 15 cidades enquanto enfrenta a popularidade de Dr. Furlan (PSD) em Macapá.
Governadores de Goiás, Mato Grosso do Sul, Piauí, Paraíba, São Paulo e Santa Catarina aparecem apoiados por avaliações positivas. Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina, e Eduardo Riedel (PP), em Mato Grosso do Sul, têm 73% de aprovação, conforme a Quaest.
Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece à frente de Fernando Haddad (PT). O governador tem 58% de aprovação e 25% de rejeição entre os paulistas. No Piauí, Rafael Fonteles (PT) é favorito contra Joel Rodrigues (PP), com 70% de aprovação segundo o Datafolha.
Daniel Vilela (MDB), em Goiás, e Lucas Ribeiro (PP), na Paraíba, avançam nas pesquisas depois de assumirem os governos em abril, após a renúncia de Ronaldo Caiado (União) e João Azevêdo (PSB). No Distrito Federal, Celina Leão (PP) lidera. No Pará, Hana Ghassan (MDB) tenta reagir ao avanço de Dr. Daniel (Podemos), que se distanciou desde agosto.
Disputas com possibilidade de segundo turno
Em Roraima, Arthur Henrique, ex-prefeito de Boa Vista, aparece com 57% das intenções de voto e pode levar o PL ao governo. No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) tenta confirmar a eleição no primeiro turno, enquanto Douglas Ruas (PL) busca levar a disputa à segunda etapa.
No Maranhão, Eduardo Braide (PSD), ex-prefeito de São Luís, aparece à frente de Orleans Brandão (MDB), sobrinho do governador Carlos Brandão. Felipe Camarão (PT), vice-governador, está em terceiro lugar.
A definição dos governos no próximo domingo (4) pode afetar a eleição presidencial porque a abstenção tende a crescer no segundo turno quando o eleitor não precisa voltar às urnas para escolher o governador. A possibilidade é relevante para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Bahia, em Pernambuco e no Ceará. Para Flávio Bolsonaro (PL), os cálculos envolvem Santa Catarina e São Paulo.


