A notícia e o que está por trás
Política

Meio ambiente reúne propostas distintas dos dez candidatos ao GDF

Programas abordam saneamento, segurança hídrica, reciclagem, energia limpa, arborização e proteção do Cerrado.

Meio ambiente reúne propostas distintas dos dez candidatos ao GDF

Os dez candidatos ao Governo do Distrito Federal incluíram propostas ambientais em seus programas de governo. As medidas tratam de saneamento básico, preservação da água, reciclagem, energia limpa, arborização, mobilidade de baixa emissão e proteção de áreas do Cerrado.

As candidaturas divergem sobre a forma de administrar os serviços e enfrentar os problemas ambientais. Há propostas de estatização do manejo de resíduos, fortalecimento de cooperativas de catadores, recuperação de nascentes e ampliação de áreas verdes nas periferias. Também aparecem planos para endurecer regras de ocupação urbana e criar mecanismos de prevenção a incêndios.

O Cerrado, bioma em que o território do Distrito Federal está inserido, é apontado como o mais atingido por incêndios no país em razão da seca e do avanço do desmatamento. Somente em agosto, queimadas atingiram mais de 613 hectares de parques de proteção.

Água, saneamento e arborização

O candidato do PT propõe universalizar o saneamento em áreas vulneráveis e ampliar a segurança hídrica. O programa prevê recuperar as bacias do Descoberto, do Paranoá e de São Bartolomeu, além de expandir o Programa Cisternas e aumentar os investimentos na Emater-DF.

Entre as metas até 2030 estão a criação de um programa de arborização das periferias e a instalação de energia solar em escolas, hospitais e UPAs. Grass também propõe metas de plantio por região administrativa, com espécies do Cerrado e prioridade para as ilhas de calor de Ceilândia, Samambaia e Planaltina.

O ex-governador filiado ao PSD defende um Plano Distrital de Segurança Hídrica e Resiliência Climática, com ações de reuso da água e monitoramento ambiental. O programa também prevê universalizar o abastecimento de água e o tratamento de esgoto, além de levar a coleta seletiva a 100% de cobertura no DF. Na área de ecoturismo, propõe o Circuito Águas de Brasília e trilhas de observação de aves em parques públicos.

Caputo, do Novo, apresenta como prioridades a proteção de nascentes e a modernização dos sistemas de abastecimento. O candidato também propõe universalizar o saneamento, melhorar estações de tratamento de esgoto e usar lodo na produção de adubo orgânico. O plano inclui a preservação de matas ciliares, o reforço da proteção de parques contra incêndios e a geração de energia a partir de resíduos inutilizáveis.

Reciclagem, resíduos e proteção do território

A deputada distrital do PSDB apresenta o programa “Cuidar da cidade”, voltado à conciliação entre desenvolvimento urbano e preservação ambiental. A proposta prioriza populações de territórios vulneráveis, a proteção de nascentes e córregos e a recuperação de parques e unidades de preservação. Belmonte também defende planejamento urbano adaptado às mudanças climáticas, com ferramentas para prever riscos, como indícios de incêndio, além de políticas de reciclagem e reaproveitamento.

Elisson Ferreira, do Agir, divide suas propostas para os cursos d’água em três programas. O Água no Presente trata da segurança hídrica; o Circuito das Nascentes prevê a recuperação e a proteção de córregos; e o Chuva que Fica é voltado ao aproveitamento da água da chuva. O candidato também propõe o Cerrado de Pé, para proteger a vegetação nativa, e a Rede Sentinela do Cerrado, com câmeras e sensores para detectar queimadas.

Ferreira defende ainda a expansão da energia solar e da eletromobilidade, a criação de uma rede de carregadores para veículos elétricos e a implantação de ônibus elétricos ou de baixa emissão. O plano menciona levar energia solar, ou contratação equivalente, a pelo menos 300 prédios públicos.

A governadora Celina Leão, do PP, propõe o DF Circular e Sustentável, programa voltado à reciclagem e à comercialização de resíduos inutilizáveis. Ela também apresenta o Brasília Lixo Zero para combater o descarte de lixo e entulho. O programa inclui monitoramento de áreas de risco, revitalização de parques, estímulo a empreendimentos sustentáveis e atividades ligadas à bioeconomia. Para a mobilidade, prevê ampliar ciclovias e ciclofaixas.

Ricardo Cappelli, do PSB, propõe o programa “Resíduo é recurso”, com o objetivo de reduzir o volume destinado ao aterro sanitário. O candidato quer investir na estrutura e na capacidade produtiva das cooperativas de recicladores e apresentar, nos primeiros 100 dias de mandato, um programa específico para fortalecer essas organizações. Ele também defende que construções urbanas sigam normas de proteção ambiental e que novos projetos imobiliários respeitem as regras de ocupação do território.

Regras urbanas, agricultura e energia limpa

Samara Mineiro, da UP, propõe proibir agrotóxicos em áreas de nascentes e promover educação ambiental nas regiões administrativas por meio de hortas comunitárias. Seu programa prevê regras ambientais mais rígidas para conter o avanço desordenado da cidade e proteger o Cerrado.

A candidata também defende políticas para ampliar o atendimento veterinário gratuito, incluindo castração, vacinação e acolhimento temporário. Nas áreas rurais, propõe recuperar as Centrais de Abastecimento do DF para fortalecer a agricultura familiar.

Professor Robson, do PSTU, tem entre suas principais propostas a estatização do manejo do lixo e a recuperação da bacia do Descoberto, considerada em seu plano a reserva hídrica mais degradada pela ação humana. O candidato quer proibir novas construções imobiliárias na Serrinha do Paranoá e revogar o Pdot de 2026 para elaborar um novo plano de ordenamento com regras de proteção ambiental.

O programa de Robson também prevê revitalizar o SLU, manter o descarte de resíduos sob tutela integral do Estado e construir uma fábrica estatal de reciclagem administrada pelo órgão. Na área climática, propõe ampliar o plantio de árvores, principalmente nas regiões administrativas, para melhorar o conforto térmico.

Expedito Mendonça, do PCO, apresenta propostas iguais às do programa nacional do partido. O documento não traz projetos específicos para as mudanças climáticas do Distrito Federal, mas defende reforma agrária e assentamento de famílias sem terra. Também propõe expulsar latifundiários de territórios indígenas e estatizar reservas minerais, destinando os lucros da exploração dos recursos naturais a políticas de moradia, educação e saúde.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.