O Partido Social Democrático (PSD) decidiu permanecer neutro no segundo turno da eleição presidencial, disputado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O anúncio foi feito no domingo (4) pelo presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab.
A votação está marcada para 25 de outubro. Em nota, Kassab afirmou que os diretórios estaduais, parlamentares, lideranças, filiados e militantes poderão declarar apoio conforme suas próprias decisões. A orientação considera a diversidade dos cenários eleitorais nos Estados e a liberdade que as instâncias regionais tiveram para formar alianças.
Desempenho de Caiado
O PSD lançou o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado à Presidência. Ele terminou a disputa em quinto lugar, com 2,19% dos votos. À frente ficaram Renan Santos (Missão), com 2,24%, Augusto Cury (Avante), com 2,89%, Lula, com 45,13%, e Flávio, com 47,05%.
Na avaliação apresentada por Kassab, a campanha de Caiado foi propositiva e não recorreu aos extremismos que, segundo ele, vêm atrasando o país. O dirigente disse ainda que o Brasil perdeu uma oportunidade e afirmou esperar que o próximo período não seja marcado por mais quatro anos de conflitos considerados pouco produtivos.
Antes da decisão do partido, Caiado havia dito que conversaria com Kassab antes de anunciar eventual apoio a uma das candidaturas. “Neste momento, vou guardar a minha coerência”, declarou o candidato em uma coletiva à imprensa. A direção nacional, porém, optou por não indicar uma preferência única para o segundo turno e deixou a escolha a cargo das estruturas e dos integrantes do PSD.


