O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, acusou o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de ter restringido de propósito a propaganda de sua chapa nas redes sociais. Para Santos, a decisão foi uma retaliação às críticas que fez ao magistrado e prejudicou sua campanha.
A medida suspendeu a propaganda eleitoral em sites, blogs, redes sociais e aplicativos de mensagens que não tinham sido informados previamente à Justiça Eleitoral. Depois, Toffoli autorizou a divulgação nos endereços que já estavam registrados no TSE.
Críticas à decisão
Santos afirmou que organizou quatro manifestações pedindo a saída de Toffoli e relacionou a iniciativa ao envolvimento que atribui ao ministro no escândalo do Banco Master. Ele disse ter ficado um dia e meio sem se comunicar com o público e afirmou que a interrupção também afetou o funcionamento do algoritmo das redes.
“O Dias Toffoli me prejudicou, sim. Foi de propósito, sim”, declarou o candidato. Segundo ele, o impacto foi especialmente forte no TikTok, rede que, em suas palavras, foi “basicamente morta”.
Santos também criticou a forma como a decisão foi tomada e posteriormente revertida. Ele afirmou que Toffoli determinou a suspensão da rede social por iniciativa própria e, no dia seguinte, voltou atrás sem analisar uma petição apresentada por sua campanha.
A declaração foi dada durante uma entrevista que integra a série especial do SBT Brasil com os seis candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República.


