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Política

Ameaças e agressões marcam campanha de candidatas de esquerda em 2026

Ativistas afirmam que a violência política de gênero foi usada para afastar mulheres do espaço público e limitar sua atuação eleitoral.

A campanha eleitoral de 2026 foi marcada por ameaças de morte, violência sexual, agressões físicas e intimidação contra candidatas de esquerda, segundo avaliação da socióloga Tica Moreno, militante da Marcha Mundial das Mulheres. Para ela, os episódios não são isolados, mas integram uma estratégia associada à extrema direita e ao conservadorismo para restringir a presença das mulheres na política.

Durante a campanha, uma militante foi atingida por uma pedra na cabeça no interior de Pernambuco. A deputada federal Duda Salabert (Psol-MG) também recebeu ameaças e enfrentou uma tentativa de homicídio. Os casos foram apresentados como exemplos de uma violência política de gênero que combina ataques físicos e pressão para retirar mulheres do espaço público.

A presidenta nacional do Psol, Paula Coradi, afirmou que a violência de gênero e raça opera de maneira sistêmica. Ela disse que ameaças fizeram com que candidatas prejudicadas perdessem até duas semanas de campanha, criando um obstáculo para a participação política e para o funcionamento da democracia.

O peso do eleitorado feminino

As mulheres representaram 52,84% do eleitorado em 2026. Tica Moreno avaliou que o voto de eleitoras não polarizadas ou indecisas é definido principalmente pela situação concreta de suas vidas, incluindo a avaliação das condições materiais durante os governos Lula e Bolsonaro.

Paula Coradi relacionou esse comportamento ao papel de muitas mulheres como chefes de família. Na avaliação da dirigente, questões ligadas ao cuidado e à reprodução da vida ocupam posição central porque recaem de forma significativa sobre as mulheres e influenciam suas escolhas políticas.

A Política Nacional de Cuidados, implementada pelo governo federal, foi apontada pelas convidadas como uma medida relacionada à autonomia econômica feminina. A política reúne ações de saúde, educação e infraestrutura, incluindo a ampliação de creches públicas em tempo integral e o atendimento a idosos. A proposta é reduzir a sobrecarga do trabalho doméstico não remunerado.

O debate sobre o cuidado também foi associado à redução da jornada de trabalho, ao fim da escala 6×1 e aos efeitos do endividamento familiar provocado por apostas virtuais. Coradi afirmou que a consolidação desses direitos depende de organização popular contínua para enfrentar os obstáculos no Congresso Nacional.

Tica Moreno defendeu que as demandas das mulheres sejam tratadas como parte de um projeto para toda a sociedade, e não como uma pauta restrita ao eleitorado feminino. A avaliação inclui a necessidade de resistência a propostas conservadoras e de enfrentamento permanente à violência política.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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