O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que os órgãos de segurança não encontraram sinais de interferência estrangeira nas eleições. A avaliação foi apresentada durante um pronunciamento a jornalistas.
Nunes Marques relacionou parte desse resultado à atuação conjunta da Justiça Eleitoral com as plataformas de redes sociais. Segundo o ministro, havia preocupação de que serviços digitais pudessem ser usados para interferir no processo, mas a cooperação entre o tribunal e as empresas teria reduzido os problemas previstos.
“Até o momento não temos nenhum indicativo concreto de interferência internacional”, declarou o presidente do TSE. Ele disse que, até agora, não foram identificados riscos internacionais ligados à votação.
Serviços consulares
O ministro também foi questionado sobre a suspensão de serviços consulares pelas embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália. O caso ocorreu depois que as delegações do Reino Unido e do Canadá emitiram alertas semelhantes na sexta-feira (2).
Nunes Marques afirmou que essas medidas não indicam ameaça externa às eleições. Para ele, a decisão dos governos está relacionada ao acirramento político registrado antes da votação. O presidente do TSE acrescentou que interrupções desse tipo podem ocorrer em períodos de maior tensão política e citou a Colômbia como exemplo.
A declaração foi dada durante a visita do presidente do tribunal ao centro de comando e controle nacional. A avaliação apresentada por Nunes Marques é de que os órgãos de segurança afastaram, até aquele momento, riscos internacionais ao processo eleitoral.


