MINAS GERAIS — Ao menos quatro candidatas ao Legislativo nas eleições de 2026 denunciaram episódios de violência nesta semana. Duda Salabert, do Psol, Bella Gonçalves, Ana Elisa, ambas do PT, e Andreia de Jesus, também do PT, relataram tentativa de homicídio, ameaças de morte e estupro, além de vandalismo. As três primeiras disputam vagas na Câmara dos Deputados; Andreia concorre a uma cadeira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Ameaças e vandalismo
Andreia de Jesus informou nesta quarta-feira (9), por meio das redes sociais, que recebeu em 1º, por e-mail, uma ameaça de morte. A equipe da parlamentar afirmou que, depois de vários ataques, o autor terminou a mensagem dizendo que tiraria a vida da deputada.
Bella Gonçalves recebeu, na terça-feira (8), mensagens com ameaças de morte e estupro. De acordo com sua assessoria, o conteúdo tem forte teor de violência política de gênero e busca intimidá-la para afastá-la da vida pública. Na madrugada do mesmo dia, o comitê central da campanha, em Belo Horizonte, foi vandalizado, e a placa da candidatura foi arrancada.
A equipe de Bella afirmou que dados pessoais da candidata e de familiares foram expostos nas mensagens e pediu que a segurança de todos fosse garantida. “Isso não é debate político. É crime”, declarou.
Outros episódios
Ana Elisa Santos Silva, candidata petista a deputada federal por Minas Gerais, recebeu na manhã de sábado (5) mensagens com ameaças racistas de morte e estupro. Aos 21 anos, ela é de Divinópolis. O remetente se apresentou como integrante de um grupo supremacista branco, mencionou dados pessoais da candidata e também ameaçou familiares.
Na quinta-feira (3), Duda Salabert, candidata à reeleição, relatou uma tentativa de homicídio durante a fiscalização de uma denúncia de extração ilegal de minério na divisa entre Belo Horizonte e Nova Lima. Segundo o relato, homens renderam a deputada e o assessor Felipe Gomes e tentaram levá-los para dentro da área de mineração. Os dois reagiram e conseguiram fugir. O assessor também foi violentado.


