A deputada federal Natália Bonavides (PT-RN), candidata à reeleição, entregou às autoridades provas de ameaças de estupro e esquartejamento contra ela. As mensagens também expuseram dados pessoais de familiares e pessoas próximas, incluindo CPFs e endereços.
De acordo com a parlamentar, os autores detalharam nas mensagens como os crimes seriam cometidos. Em nota, ela classificou o episódio como uma forma de intimidação e afirmou que o caso não deve ser incorporado à rotina do debate político.
“Isso não pode ser tratado como parte normal do debate político”, afirmou Natália Bonavides, ao definir os ataques como violência política de gênero. A deputada relacionou as ameaças ao machismo e à atuação da extrema direita contra mulheres que ocupam cargos públicos e se recusam a abandonar a vida política.
Histórico de ameaças
Natália Bonavides afirmou que já havia sido alvo de outros episódios. Em 2024, recebeu uma ameaça de morte na qual uma pessoa dizia que ela seria levada a um canavial para “dar cabo dela”.
A deputada também associou o aumento das intimidações ao período eleitoral. Ela relatou que, na mesma semana, foi perseguida por um candidato do PL, que teria tentado intimidá-la enquanto a filmava e fazia xingamentos.
Para Bonavides, esse tipo de ação busca provocar medo e afastar mulheres dos espaços de decisão. Mesmo mencionando as ameaças contra sua vida e a exposição de seus familiares, ela disse que não pretende recuar.
“Não vou recuar. Tenho muito trabalho pela frente e muita coisa para fazer pelo povo do RN e do Brasil”, declarou a parlamentar. Ela afirmou que os ataques reforçam sua convicção de continuar na atuação pública e de defender a democracia por meio da política.


