SÃO PAULO — O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que o partido contabilizou 1.120 atividades em todo o país neste domingo (13), em apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. A mobilização, chamada de “Dia 13 com Lula”, foi convocada em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e teve como objetivo fortalecer a campanha petista.
Em São Paulo, Edinho participou de um ato no vão do Masp, na Avenida Paulista, ao lado do candidato do PT ao governo estadual, Fernando Haddad, e do vice-presidente Geraldo Alckmin, candidato à reeleição pelo PSB. Durante a manifestação, o dirigente petista afirmou que a eleição definiria o país a ser construído nas próximas décadas e declarou: “O Brasil não quer ser comandado por milícia”.
Críticas a Bolsonaro e Flávio
Na noite deste domingo, Edinho participou de uma transmissão ao vivo com Lula e a militância do PT. Durante a conversa, criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL, atribuindo a ele o fim da política de valorização do salário mínimo e do programa Farmácia Popular.
O presidente do PT também criticou o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, do PL. Segundo Edinho, Flávio teria atuado no Senado contra uma proposta de emenda à Constituição apresentada por Lula para encerrar a jornada 6x1. O dirigente ainda acusou os responsáveis por não aceitar o resultado eleitoral em 2022 de organizar um golpe em janeiro de 2023 e mencionou uma tentativa de assassinato contra Lula, Alckmin e outras autoridades.
Disputa em São Paulo
A campanha do governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, afirmou que o ato petista na capital paulista teve baixa adesão. De acordo com a assessoria do governador, Haddad, Alckmin e Edinho reuniram menos de 500 pessoas. A equipe relacionou a manifestação a pesquisas que indicariam possibilidade de vitória de Tarcísio no primeiro turno.
Pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira, 11, apontou Tarcísio com 49% das intenções de voto para o governo de São Paulo, contra 29% de Haddad. O levantamento indicou vantagem do governador na disputa.


