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Política

AfD lidera disputa na Saxônia-Anhalt com agenda anti-imigração

Partido de extrema direita pode vencer a eleição estadual e chegar ao primeiro governo regional do tipo na Alemanha desde a Segunda Guerra Mundial.

AfD lidera disputa na Saxônia-Anhalt com agenda anti-imigração
Foto: Ronny HARTMANN/AFP

O partido Alternativa para a Alemanha (AfD) aparece na liderança das pesquisas para a eleição deste domingo (6) na Saxônia-Anhalt. Uma vitória pode levar a legenda a formar o primeiro governo estadual de extrema direita na Alemanha desde a Segunda Guerra Mundial.

Classificada como “extremista de direita” pela inteligência alemã, a AfD é liderada no estado por Ulrich Siegmund e defende a eliminação do direito de asilo, o confisco de bens de refugiados e uma “ofensiva de remigração”. A sigla também propõe alterar o currículo escolar para reduzir o foco no Holocausto. Um integrante resumiu essa orientação com a frase “mais Bismarck, menos Hitler”.

O avanço da legenda ocorre em meio ao temor de migrantes. Kirti, estudante indiano de 27 anos que se mudou para Magdeburgo, capital estadual, há pouco mais de um ano para fazer mestrado, relatou episódios de racismo entre estudantes estrangeiros. Ele afirmou que alguns migrantes passaram a deixar a região por medo.

“Então as pessoas estão mais preocupadas em sair”, disse Kirti. “Elas saem com medo, em vez de se sentirem seguras.”

Uma pesquisa indicou que até 80% das pessoas com histórico de migração na Saxônia-Anhalt avaliam deixar o estado. A região é descrita como envelhecida, e mais de 27% dos médicos dos hospitais locais não têm passaporte alemão.

Disputa eleitoral

As sondagens atribuem à AfD mais de 40% dos votos. A União Democrata-Cristã (CDU), de centro-direita, aparece com pouco mais de 20%, seguida pelo Partido da Esquerda (Die Linke), com 12%; pelos Social-Democratas, com 7%; e pelos Verdes, com 5%.

A composição final do parlamento dependerá também de quais partidos menores superarão a cláusula de barreira. Nesse cenário, as demais legendas podem formar maioria sem a AfD. O chanceler alemão Friedrich Merz, da CDU, descartou recentemente cooperação com o Partido da Esquerda e com a AfD.

A vereadora Miriam Zeller, do Partido Verde, relatou hostilidade em Stendal, cidade de 37 mil habitantes no norte da Saxônia-Anhalt. Segundo ela, a pressão foi mais intensa quando os Verdes estavam no poder; sua filha chegou a deixar de ser convidada para festas de aniversário.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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