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Vitória da AfD em Saxônia-Anhalt amplia pressão sobre a política alemã

Partido busca apoios para formar governo regional após obter quase 44% dos votos, enquanto resultado provoca reações dentro e fora da Alemanha.

Vitória da AfD em Saxônia-Anhalt amplia pressão sobre a política alemã

A vitória da Alternativa para a Alemanha (AfD) em Saxônia-Anhalt abriu uma disputa sobre a formação do governo regional e ampliou a pressão sobre os conservadores alemães. A legenda de extrema direita começou nesta segunda-feira (7) a conversar com outros partidos depois de conquistar quase 44% dos votos, diante dos 17% da União Democrata Cristã (CDU).

O resultado encerra o controle da CDU sobre o Executivo da região, que fica no leste da Alemanha e fazia parte da extinta Alemanha Oriental. Em nível nacional, os conservadores governam sob a liderança do chanceler Friedrich Merz.

Apoios necessários para governar

A AfD ainda precisa de três cadeiras para alcançar maioria absoluta no Parlamento regional. O líder local, Ulrich Siegmund, de 35 anos, pode buscar apoio da CDU ou contar com respaldo ao menos tácito da Aliança Sahra Wagenknecht (BSW), uma legenda de esquerda pró-Rússia.

Siegmund prometeu adotar uma política migratória mais rígida, acabar com a obrigatoriedade de frequentar a escola e alterar o conteúdo de História nos colégios. Na avaliação dele, a disciplina concentra atenção excessiva na culpa da Alemanha pelos crimes do Terceiro Reich.

A conquista tem peso histórico porque a extrema direita não governa nenhuma região alemã desde 1945. Ela ocorreu em uma área empobrecida do leste, onde a AfD explorou a nostalgia dos anos da Alemanha Oriental comunista e o ressentimento provocado pela desigualdade persistente em relação ao oeste, décadas depois da queda do Muro de Berlim em 1989.

Repercussão internacional e nacional

O resultado também repercutiu em países europeus que terão eleições nos próximos meses. A Suécia realizará votação em setembro, enquanto França, Espanha e Itália terão eleições em 2027. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou que a “ameaça extremista, graças em grande medida à rendição da direita tradicional, ganha espaço na Europa e no mundo”.

Na França, onde o Reagrupamento Nacional lidera as pesquisas para a eleição presidencial de abril de 2027, aliados do presidente Emmanuel Macron defenderam que partidos moderados de centro, esquerda e direita apoiem um único candidato contra Marine Le Pen.

Nos Estados Unidos, Richard Grenell, ex-embaixador na Alemanha durante o primeiro mandato de Donald Trump, chamou o resultado de “uma grande vitória e um novo dia na Alemanha”. Elon Musk também celebrou o desempenho da AfD em resposta a uma publicação de Alice Weidel, copresidente nacional da legenda.

Dentro da Alemanha, Weidel declarou que Friedrich Merz se tornou um peso para o país e disse que a AfD pretende alcançar pelo menos 40% dos votos nas eleições legislativas de 2029. Merz afirmou estar “profundamente consternado”, mas disse que continuará empenhado nas reformas e que tentará explicar melhor suas medidas.

O chanceler chegou ao poder em maio de 2025 prometendo endurecer a política migratória. Sua popularidade caiu em meio a uma economia em baixa, conflitos com os social-democratas, parceiros de coalizão, e gafes. Charlotte Knobloch, representante da comunidade judaica alemã, afirmou estar horrorizada com o avanço eleitoral da extrema direita.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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