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Saxônia-Anhalt tem participação elevada e AfD lidera pesquisas para governo estadual

Com 65,3% dos eleitores nas urnas às 16h, a eleição pode levar a extrema direita ao comando de um estado alemão pela primeira vez no pós-guerra.

Saxônia-Anhalt tem participação elevada e AfD lidera pesquisas para governo estadual

A eleição estadual em Saxônia-Anhalt, no leste da Alemanha, registra participação acima da observada na disputa anterior e pode resultar na chegada da Alternativa para a Alemanha (AfD) ao governo regional. Às 16h no horário local, o comparecimento alcançava 65,3%, sem incluir os votos enviados por correspondência. Na eleição de 2021, no mesmo horário, o índice era de 41%. Em Brasília, eram 11h.

Cerca de 1,7 milhão de pessoas estão aptas a votar no estado, que tem aproximadamente 2,1 milhões de habitantes. A AfD, representada por Ulrich Siegmund, aparece com mais de 40% das intenções de voto nas pesquisas. A União Democrata-Cristã (CDU), que administra a região há 24 anos, está atrás. O partido é o mesmo do chanceler alemão Friedrich Merz.

Uma eventual vitória da AfD teria alcance nacional. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, uma legenda de extrema direita não chega ao comando de um estado alemão. Os principais partidos do país mantêm uma política de não cooperação com a AfD, mas a legenda poderia governar sozinha se obtivesse maioria absoluta no Parlamento estadual.

Temas da disputa

Saxônia-Anhalt é majoritariamente rural, integrou o território da Alemanha Oriental e apresenta indicadores econômicos inferiores aos de grande parte do país. A AfD tem explorado o descontentamento de parte da população em sua campanha, com foco em imigração, segurança e perda de empregos.

O resultado é acompanhado em Berlim porque pode representar um marco para o avanço da extrema direita na política alemã. As próximas eleições regionais ocorrerão em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental e em Berlim, que tem status de cidade-estado. A expectativa é que a AfD dobre sua votação na capital, onde obteve 9% na eleição anterior, e vença em Mecklemburgo, atualmente governado pelos sociais-democratas.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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