JOÃO PESSOA — Um carteiro foi ameaçado e agredido verbalmente no sábado (26), durante a entrega de correspondências e malas diretas institucionais contratadas por candidatos. O caso ocorreu por volta das 10 horas, na Rua da Areia, no centro de João Pessoa, e foi divulgado pelo Sintect-PB.
Segundo o relato feito pelo trabalhador ao sindicato, um homem alto e grisalho o abordou, usou palavras de baixo calão, acusou-o de fazer panfletagem partidária e tomou materiais informativos à força. O carteiro estava em serviço quando foi confrontado.
Casos em outras cidades
Tony Sérgio, diretor-geral do Sintect-PB, afirmou que os episódios não estão concentrados na capital. A entidade mapeou ocorrências de violência verbal e física em Patos, São Bento, Campina Grande e João Pessoa. O setor jurídico contabiliza mais de quatro cidades atingidas, sendo que uma delas ainda não foi identificada.
De acordo com o dirigente, foram registrados até agora cerca de cinco casos de agressões verbais e físicas. Dois deles chegaram à violência física. “Os impactos são psicossomáticos e psicossociais, provocando o afastamento do trabalhador para tratamento médico”, disse Tony Sérgio.
O sindicato identificou pelo menos cinco crimes associados às abordagens: injúria, agressão física, crime contra servidor público no ato do serviço, crime federal de violação de correspondência e perseguição. A entidade afirma que os episódios representam risco para os trabalhadores responsáveis pela distribuição postal nas ruas.
Serviço previsto em lei
A distribuição de malas diretas é uma atividade comercial regular prevista pela Lei Federal 6.538/1978. O serviço inclui materiais institucionais contratados por candidatos, além das correspondências regulares entregues pelos carteiros.
A assessoria de comunicação dos Correios foi procurada para informar quais medidas de segurança são adotadas para proteger os trabalhadores e apresentar o posicionamento da empresa sobre os casos. Até o fechamento, não havia encaminhado resposta aos questionamentos. O espaço permanece aberto para manifestação.



