Um ciclone extratropical deve se formar na sexta-feira (11) entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, associado a uma frente fria. A mudança no tempo pode levar chuva forte, granizo e rajadas de vento superiores a 80 km/h a áreas do Sul, do Centro-Oeste e do Sudeste.
A instabilidade começa nesta quarta-feira (9), com o avanço de uma área de baixa pressão pelo Paraguai e pelo norte da Argentina. As condições para temporais aumentam no Sul, em Mato Grosso do Sul e no oeste de São Paulo. Entre quarta e quinta-feira (10), Paraná e Santa Catarina concentram as áreas de maior atenção.
No Paraná, o principal risco está nos volumes de chuva previstos em um intervalo curto. Em pontos do oeste, sudoeste, sul e centro do estado, o acumulado pode superar 300 mm até sábado (12). A persistência da chuva eleva a possibilidade de alagamentos, enxurradas, transbordamentos de rios e deslizamentos.
Trajetória da frente fria
Depois de se formar, o ciclone deve avançar em direção ao oceano no sábado (12). Ao mesmo tempo, a frente fria deve passar por Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro, com possibilidade de temporais também em Mato Grosso.
No domingo (13), o sistema frontal deve seguir em direção ao Espírito Santo. Mesmo com o ciclone mais distante da costa, algumas áreas ainda podem registrar chuva forte. O risco de tempestades também permanece no Sul, em Mato Grosso do Sul e em São Paulo durante a passagem do sistema.
Queda das temperaturas
Após a sequência de chuva, uma nova massa de ar polar deve provocar queda nas temperaturas. O resfriamento mais intenso é esperado no Sul, mas também pode alcançar Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Rio de Janeiro, o sul e o leste de Minas Gerais e o Espírito Santo podem ter temperaturas mais baixas, embora com menor intensidade. A massa de ar polar não deve avançar pelo país com a mesma força e abrangência observadas durante o feriado de 7 de Setembro.


