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Curta pernambucano promove sessões gratuitas em Recife e Olinda

Dirigido por Ayla Òbì, o filme aborda racismo estrutural, amizade e pertencimento entre jovens negros do Recife.

Curta pernambucano promove sessões gratuitas em Recife e Olinda

O curta-metragem pernambucano “Guél Boy” está sendo exibido gratuitamente em diferentes pontos do Recife e de Olinda. A programação começou na quarta-feira (16), no Centro Cultural Periférico Aurora Candidé, em Olinda, e prossegue com sessões às 19 horas nesta quinta-feira (17), no Coque; na sexta-feira (18), na Ilha de Deus; e no sábado (19), no Recife Antigo.

Cada apresentação inclui conversa com integrantes da equipe e interpretação em Libras. A circulação também pretende aproximar o filme dos territórios que aparecem em sua narrativa e de comunidades relacionadas à produção. Parte das cenas foi gravada nesses espaços.

Juventude negra e cultura periférica

Sob direção de Ayla Òbì, a obra acompanha Uilson, Marlon, Duda e Ninha, quatro jovens negros do Recife interpretados por Gabriel Oliveira, Haryson Ribeiro, Rayssa Canuto e Kamile Nascimento. A partir dos vínculos entre os personagens, o roteiro aborda o racismo estrutural e as maneiras pelas quais a juventude negra cria espaços de afeto, expressão e pertencimento.

O cotidiano retratado é atravessado pelo passinho do bregafunk, pelo grafite, pela pichação, pela poesia e pela produção musical. As redes sociais e os jogos online também integram a experiência dos personagens. O filme recorre ao realismo fantástico para construir sua abordagem e foi gravado com celular e drone, explorando cores, luminosidade e paisagens associadas ao verão recifense.

A fotografia é assinada por Roberto Iuri, e a produção, por Rose Lima e Júlia Machado. O elenco inclui artistas ligados à cultura periférica e ao audiovisual, entre eles Okado do Canal e Samuel Mucão.

A representação da juventude negra é outro eixo do curta. A história questiona como programas policiais e meios de comunicação hegemônicos podem colaborar para sua criminalização e contrapõe essa visão às relações de amizade, criatividade e convivência formadas pelos personagens.

Para Ayla Òbì, a amizade e a vida comunitária são centrais na narrativa. “o filme busca apresentar outras possibilidades de existência diante das representações produzidas pelo racismo”, afirma a diretora.

O projeto recebeu recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), iniciativa vinculada ao Ministério da Cultura e ao Governo Federal, com apoio da Secretaria de Cultura de Pernambuco. Todas as sessões têm entrada gratuita e acessibilidade comunicacional em Libras.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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