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Washington muda classificação da Venezuela no combate ao narcotráfico

Decisão atribuída a Donald Trump retira Caracas da relação de países inadimplentes, mas mantém o país em outra lista sobre drogas ilícitas.

Washington muda classificação da Venezuela no combate ao narcotráfico

O governo dos Estados Unidos alterou a classificação da Venezuela no combate ao narcotráfico e deixou de considerar o país inadimplente nessa área. A medida foi assinada pelo presidente Donald Trump na Determinativa Presidencial para o ano fiscal de 2027, encaminhada ao Congresso estadunidense em 15 de setembro e divulgada pelo Departamento de Estado em 16 de setembro.

A relação de inadimplência é usada há mais de duas décadas por Washington como instrumento de pressão política e aplicação de sanções econômicas contra a Venezuela. Para justificar a mudança, a administração americana afirmou que o governo venezuelano, sob comando da presidenta em exercício, Delcy Rodríguez, cumpriu suas obrigações no setor.

Mudança ocorre após ação militar

O documento menciona avanços na cooperação entre os dois países e no enfrentamento de organizações criminosas na região depois da invasão militar da Venezuela em 3 de janeiro. Na ocasião, o país foi bombardeado, e o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, a deputada Cilia Flores, foram sequestrados. A operação foi justificada por acusações de envolvimento de Maduro com o narcotráfico, negadas pela defesa do casal.

Antes da invasão, os Estados Unidos haviam realizado ataques contra embarcações civis no mar do Caribe. A justificativa era que os barcos transportavam drogas, mas não foram apresentadas evidências, e familiares das vítimas negaram ligação com o narcotráfico. Organizações de defesa dos direitos humanos estimam que cerca de 150 pessoas morreram em pelo menos 23 ataques até o fim de dezembro de 2025.

A Venezuela, porém, continua na lista mais ampla de territórios considerados de trânsito ou produção de drogas ilícitas. O documento ressalva que essa inclusão pode decorrer de fatores geográficos e econômicos, sem significar necessariamente “falta de esforço governamental”.

A alteração ocorre durante a reorganização das relações diplomáticas entre Washington e Caracas, com negociações sobre o setor petrolífero e a soberania venezuelana. A lista de inadimplentes ainda inclui Bolívia, Colômbia, Afeganistão e Mianmar.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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