O governo de Donald Trump revogou os vistos de entrada de 27 autoridades e ex-autoridades de países da América Latina. A medida também atingiu familiares imediatos dos envolvidos, mas não incluiu nenhuma autoridade brasileira.
A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (28) e formalizada por meio de uma política de restrição de vistos baseada na Seção 212(a)(3)(C) da Lei de Imigração e Nacionalidade (INA). Essa norma prevê limitações para estrangeiros que, na avaliação do governo dos Estados Unidos, prejudiquem governos democraticamente eleitos por meio de corrupção ou de atividades relacionadas ao narcotráfico.
Os atingidos estão ligados à Bolívia, à Colômbia, ao Equador e ao Peru. O Departamento de Estado afirmou que a iniciativa integra os esforços da administração Trump para combater a corrupção e o narcotráfico e defender a governança democrática no hemisfério.
Em comunicado, o órgão declarou: “funcionários estrangeiros corruptos não podem mais entrar livremente nos Estados Unidos”. A pasta também informou que a medida cumpre compromissos firmados na Cúpula de Doral e reafirmados na declaração dos líderes da Iniciativa “Escudo das Américas”, de 22 de setembro.
De acordo com o governo dos Estados Unidos, as restrições também dão apoio aos demais participantes da iniciativa: Bolívia, Colômbia, Equador e Peru. A decisão, portanto, foi apresentada como parte de uma política voltada a restringir a entrada de autoridades estrangeiras associadas, segundo a administração Trump, a práticas de corrupção ou ao narcotráfico.


