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Hip hop gaúcho apresenta propostas para políticas públicas do RS até 2030

Documento reúne demandas de 30 cidades e 35 entidades para cultura, educação, esporte, igualdade racial e outras áreas.

Hip hop gaúcho apresenta propostas para políticas públicas do RS até 2030

Representantes do hip hop do Rio Grande do Sul entregaram, nesta quarta-feira (16), a Agenda Estratégica do Hip Hop Gaúcho — RS 2027–2030 a candidatos do estado. Receberam o documento Edegar Pretto, candidato a vice-governador; Paulo Pimenta, candidato ao Senado; e Lucas Caregnato, segundo suplente de Manuela d’Ávila na candidatura ao Senado.

A agenda reúne propostas para que o hip hop seja incorporado de maneira permanente e transversal às políticas públicas estaduais. A formulação contou com representantes de 30 cidades e 35 entidades, organizações e coletivos, segundo os responsáveis pela articulação.

Propostas para diferentes áreas

O documento aborda cultura, educação, esporte, igualdade racial, direitos humanos, políticas para as mulheres, juventude, meio ambiente, trabalho, geração de renda, economia da cultura e proteção social. Entre as medidas apresentadas estão o fortalecimento de políticas permanentes de financiamento e formação, a descentralização dos investimentos e o reconhecimento das diversas expressões do hip hop.

Também são defendidas políticas específicas para mulheres e para a população LGBTQIAP+, ações de enfrentamento ao racismo, à misoginia e ao feminicídio e o fortalecimento das Casas das Mulheres do Hip Hop. O breaking e outras práticas corporais urbanas são apresentados como dimensões estratégicas do esporte.

A agenda considera que o movimento vai além da produção artística e cultural. O hip hop desenvolve ações de formação, educação, comunicação, esporte, organização comunitária, produção cultural e geração de oportunidades em periferias e territórios populares.

Os articuladores ressaltam que o documento não pretende representar todo o hip hop gaúcho, mas reúne as propostas de quem participou de sua elaboração. A reivindicação é por participação também nos espaços de planejamento, orçamento e definição de políticas públicas que atingem os territórios onde o movimento atua.

A autonomia aparece como um dos princípios do documento, com defesa de mecanismos permanentes de diálogo e participação social. A proposta é permitir o acompanhamento da formulação, execução e avaliação das políticas por artistas, coletivos, organizações e territórios.

A entrega ocorreu poucos dias depois de representantes do hip hop gaúcho apresentarem a Luiz Inácio Lula da Silva, durante sua passagem por Porto Alegre, propostas para políticas nacionais voltadas ao movimento. Agora, a articulação busca levar o debate ao âmbito estadual e discutir a implementação das medidas no próximo ciclo de políticas públicas.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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