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Dilma homenageia Amelinha Teles e destaca luta contra a ditadura

Ex-presidenta lembra prisão, torturas e atuação da militante feminista na defesa da democracia e dos direitos das mulheres.

Dilma homenageia Amelinha Teles e destaca luta contra a ditadura

A ex-presidenta Dilma Rousseff lamentou a morte da jornalista, escritora e militante feminista Amelinha Teles, que morreu nesta terça-feira, aos 81 anos. Em uma mensagem publicada na noite desta terça-feira (15), Dilma destacou a participação de Amelinha na resistência à ditadura militar, na defesa dos direitos das mulheres e na preservação da memória das vítimas do regime.

“Poucas perdas poderiam ser mais dolorosas para todos nós do que a de Amelinha Teles”, escreveu Dilma. A ex-presidenta também afirmou que a militante foi uma referência na oposição à ditadura e que sua atuação contribuiu para conquistas das mulheres na Constituição de 1988.

Amelinha foi presa em dezembro de 1972 e levada à Operação Bandeirantes (Oban), em São Paulo. Ela relatou ter sofrido torturas físicas e violência sexual. Seus filhos, então com 4 e 5 anos, foram sequestrados por agentes da repressão e conduzidos ao local onde os pais estavam presos.

Dilma, que também participou da resistência à ditadura, foi presa e torturada durante o regime. Na homenagem, ressaltou ainda o trabalho de Amelinha em defesa da memória, da verdade e da justiça. A militante e familiares entraram com a ação que resultou no reconhecimento, pela Justiça brasileira, de Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-comandante do DOI-Codi de São Paulo, como torturador. Ele foi o primeiro agente da ditadura a receber esse reconhecimento judicial no país.

Trajetória política e feminista

Maria Amélia de Almeida Teles nasceu em Contagem (MG), em 1944, e começou a militar ainda jovem. Durante a ditadura, integrou o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e participou da produção de um jornal clandestino voltado à denúncia das violações cometidas pelo regime.

Após deixar a prisão, Amelinha continuou atuando na política. Participou do Movimento Feminino pela Anistia e do jornal Brasil Mulher, ajudou a fundar a União de Mulheres de São Paulo e integrou a Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos. Também participou de iniciativas para localizar, identificar e responsabilizar autores de crimes da ditadura.

Sua atuação incluiu a defesa da igualdade entre mulheres e homens e o combate à violência contra as mulheres. Em 2023, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) concedeu a ela o título de doutora honoris causa.

A despedida será realizada nesta quarta-feira (16), na Reitoria da Unifesp, na capital paulista. “Amelinha seguirá presente em nossa memória, em nossas lutas e em cada conquista das mulheres e da democracia brasileira”, concluiu Dilma.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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