SÃO PAULO — A greve dos trabalhadores dos Correios chega ao nono dia nesta sexta-feira (18), sem retomada das negociações. A empresa aguarda o julgamento do dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST), marcado para a próxima segunda-feira (21).
O processo foi levado ao tribunal pelos Correios, que alegam necessidade de controlar despesas durante um processo de reestruturação. Conforme o documento apresentado ao TST, 89% da receita da estatal é destinada ao pagamento de salários e benefícios.
A manutenção do plano de saúde está entre as principais reivindicações do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de São Paulo (SINTECT-SP). A entidade defende a continuidade da assistência médica para trabalhadores, aposentados e dependentes, além da preservação dos demais direitos previstos para a categoria.
Propostas e reivindicações
O presidente do SINTECT-SP, Elias Diviza, afirmou que os trabalhadores esperam uma nova rodada de negociações. “A categoria mostrou nas ruas que está unida e quer negociação”, disse.
Os Correios informaram que apresentaram uma proposta com 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo. O texto prevê reajuste de 100% do INPC sobre salários e benefícios, com vigência a partir de 1º de agosto, além da manutenção da assistência à saúde.
A empresa também declarou que colocou em prática seu Plano de Continuidade de Negócios. Entre as medidas citadas estão o remanejamento de equipes, o reforço das atividades operacionais e ações logísticas para preservar a regularidade das entregas em todo o país.
Próximos passos
O julgamento do dissídio coletivo de greve está previsto para ocorrer às 13h30 de segunda-feira (21), no TST. Mais tarde, às 18h, o SINTECT-SP realizará uma assembleia na Quadra da Escola de Samba Unidos do Peruche, na zona norte de São Paulo.
Na reunião, os trabalhadores deverão analisar a decisão do tribunal e definir os próximos passos da paralisação.


