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Greve dos Correios termina após decisão do Tribunal Superior do Trabalho

Trabalhadores aprovaram o retorno, enquanto o TST definiu reajuste de 4,09% e mudanças no plano de saúde.

Greve dos Correios termina após decisão do Tribunal Superior do Trabalho
Foto: Divulgação/Correios

A greve dos trabalhadores dos Correios terminou nesta quinta-feira (24), após a categoria aprovar o retorno aos postos de trabalho. A decisão ocorreu depois de o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinar a retomada das atividades a partir desta sexta-feira (25).

Em São Paulo e na Paraíba, assembleias realizadas após o julgamento aprovaram o encerramento da paralisação e orientaram os empregados a voltar ao trabalho ainda na quinta-feira, a partir das 22h. A greve havia começado em 10 de setembro, durante o impasse nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027.

A Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) considerou a paralisação não abusiva, mas determinou o retorno dos empregados. O tribunal também fixou reajuste salarial de 4,09%, retroativo à data-base de 1º de agosto, com impacto em benefícios como vale-refeição e alimentação, vale-transporte, reembolso-creche e reembolso-babá.

Além disso, o TST autorizou excepcionalmente a compensação dos dias parados por meio de mutirões aos finais de semana. A medida foi prevista para reduzir o volume de encomendas e correspondências acumulado. O tribunal também decidiu manter 73 cláusulas do Acordo Coletivo.

Plano de saúde permanece em discussão

O plano de saúde foi o principal ponto de divergência entre os trabalhadores e os Correios. O sindicato informou que aguardará a publicação do acórdão completo para avaliar os detalhes da decisão, especialmente a redação referente ao benefício.

A ECT deixará de ser a empresa mantenedora do plano de saúde, conforme nota do TST. A partir do novo modelo, os Correios oferecerão subsídio empresarial para um Benefício de Assistência à Saúde, de adesão facultativa e sujeito às regras do regulamento. Até a implementação da mudança, continuará valendo o Plano Correios Saúde II.

Os trabalhadores defendiam a preservação do modelo atual. Para a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), uma eventual alteração pode elevar os gastos das famílias com o benefício.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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