A notícia e o que está por trás
Brasil

Autor defende luta de classes como resposta ao antipetismo no Brasil

Pedro César Batista relaciona o antipetismo a campanhas anticomunistas e critica a ausência de reformas estruturais nos governos do PT.

Autor defende luta de classes como resposta ao antipetismo no Brasil

O jornalista Pedro César Batista defende que o enfrentamento ao antipetismo deve ocorrer por meio do resgate da luta de classes e da formação política dos trabalhadores. Em artigo de opinião, ele associa a rejeição ao PT a uma tradição de campanhas anticomunistas conduzidas por setores ligados à burguesia e ao imperialismo.

Batista recupera episódios da história política brasileira para sustentar sua análise. Em março de 1964, a Marcha da Família com Deus pela Liberdade apresentou o combate ao comunismo como justificativa para a mobilização que antecedeu o golpe de 1º de abril. Na avaliação do autor, a ação, comandada pelos Estados Unidos, abriu um período de 21 anos marcado por repressão, corrupção e mortes.

O texto também afirma que o anticomunismo foi difundido por jornais, igrejas, quartéis e pela indústria cultural. Entre as mensagens propagadas, estava a ideia de que os comunistas tomariam propriedades, destruiriam a família e ameaçariam o país. Para Batista, embora os Estados Unidos tenham perdido a disputa histórica contra o nazismo ao lado da União Soviética, conseguiram impor uma narrativa favorável por meio da batalha de ideias.

PT, governos e disputa ideológica

O autor reconhece que o PT mobilizou setores amplos da classe trabalhadora, reuniu correntes de esquerda e expressou parte da resistência à burguesia e ao imperialismo. Também atribui aos governos petistas a implementação de políticas sociais e lembra que algumas iniciativas haviam começado no governo Fernando Henrique Cardoso, como a Comunidade Solidária, anterior ao Fome Zero.

Na avaliação de Batista, porém, o partido não promoveu as reformas agrária, urbana, sanitária, universitária, financeira e educacional que, segundo ele, eram exigidas pela população. O artigo sustenta que a melhoria das condições de vida, a ampliação do consumo e a saída do Brasil do mapa da fome foram rejeitadas por oligarquias agrárias e grandes detentores de capital.

Batista situa a criação do chamado mensalão em 2004 e afirma que a acusação de corrupção contra o PT foi ampliada posteriormente com a Lava Jato, que resultou na prisão de Lula. Ele também menciona o uso da expressão pedalada para designar uma prática de remanejamento do orçamento público e a adoção desse argumento no processo que levou à cassação de Dilma Rousseff.

Para o autor, a campanha contra o PT foi reforçada pelos meios de comunicação e pelas plataformas digitais. O antipetismo teria substituído o anticomunismo como forma contemporânea de disputa, enquanto valores como empreendedorismo, consumismo, meritocracia e Estado mínimo avançaram entre setores proletários.

Batista critica ainda o que considera abandono da centralidade da luta de classes durante as duas décadas de governos do PT. Segundo ele, questões de gênero, raça e orientação sexual passaram a opor indivíduos entre si, enquanto a burguesia ampliava o controle sobre as riquezas e o Estado.

Ao final, o autor defende a derrota do fascismo nas eleições, com a reeleição de Lula e a escolha de candidatos do campo popular. Para ele, o antídoto contra o antipetismo é recuperar as lutas históricas do proletariado e construir trincheiras de ideias capazes de enfrentar os ataques políticos e ideológicos.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.