A página de anúncios de Luiz Inácio Lula da Silva no Facebook voltou a funcionar no mesmo dia em que foi desabilitada, informou a assessoria do candidato. Ainda assim, o PT manteve um recurso apresentado à Meta para exigir esclarecimentos sobre o episódio.
A conta foi retirada do ar na quarta-feira, 23. Na quinta-feira, 24, o partido encaminhou à empresa, responsável pelo Facebook, Instagram e Whatsapp, um pedido para que a página fosse restabelecida e pudesse voltar a publicar anúncios, compartilhar conteúdos e apoiar as atividades de campanha.
No documento, o PT classificou a decisão como “unilateral, imotivada e desamparada de qualquer justificativa objetiva”. O partido também sustentou que a indisponibilidade da página provocou uma vantagem assimétrica para os adversários de Lula nas eleições.
O recurso argumenta que a restrição de contas, perfis e canais de comunicação durante o período pré-eleitoral ou eleitoral tem relevância para o Direito Eleitoral. A campanha afirma que os provedores devem explicar de forma ostensiva eventuais bloqueios ou indisponibilizações de conteúdos e perfis, além de defender o acesso à internet como condição essencial para o exercício da cidadania.
O texto enviado à Meta também afirma que o ambiente digital se tornou um espaço central para os debates cívicos. Nesse contexto, a campanha relaciona uma moderação privada sem justificativa aos riscos para a soberania popular, a liberdade de expressão e a lisura do pleito. O documento registra que faltavam menos de 11 dias para o primeiro turno das eleições gerais.
A Meta ainda não havia respondido ao contato feito por meio de sua assessoria. Embora a página tenha sido normalizada, a interpelação continua para que a empresa esclareça as razões da desativação.


