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Marcha da Maconha leva defesa da legalização ao Eixão, em Brasília

Manifestantes defenderam legalização, autocultivo e ampliação do acesso à cannabis medicinal durante ato no Distrito Federal.

Marcha da Maconha leva defesa da legalização ao Eixão, em Brasília

A Marcha da Maconha ocupou o Eixão do Lazer em defesa da legalização da cannabis, do autocultivo e da ampliação do acesso ao uso medicinal. Pela primeira vez desde o início da mobilização no Distrito Federal, há 18 anos, o ato deixou a Esplanada dos Ministérios e foi realizado em uma área de circulação e lazer da capital.

A mudança foi apresentada pelos organizadores como uma tentativa de aproximar a pauta de um público mais amplo. Durante a manifestação, participantes defenderam uma política de drogas orientada por direitos humanos e saúde pública, em oposição à chamada guerra às drogas. Entre as reivindicações estavam o cultivo livre, associativo e popular.

No domingo (20), os manifestantes entoaram palavras de ordem como “chega de guerra às drogas” e “viva a legalização”. A organização também busca fortalecer a articulação entre ativistas, associações e pessoas que defendem a cannabis medicinal. Desiree Calvis, museóloga que participa da organização em Brasília, disse que o movimento passa por uma reorganização após a redução da participação popular nos últimos anos. “A gente está nesse movimento de unir e comunicar”, afirmou.

Cannabis medicinal e autocultivo

Acesso à cannabis medicinal foi um dos temas centrais do ato. Os participantes associaram a legalização não apenas à disponibilidade dos produtos, mas também às condições de cultivo e ao trabalho das associações de pacientes.

Desiree criticou um modelo de regulamentação que, na avaliação dela, pode concentrar a produção e o acesso em grandes empresas e dificultar o atendimento a pessoas de baixa renda. Para a ativista, o autocultivo e as associações são necessários para impedir que os tratamentos fiquem restritos a quem pode pagar.

A preocupação também foi apresentada pelo Instituto Bioser, associação de pacientes medicinais de Brasília. O presidente da entidade, Igor Avelini, participou da marcha em representação de pacientes e organizações da sociedade civil. Ele destacou a mobilização de famílias, a partir de 2014, para garantir tratamentos com cannabis, especialmente em casos de epilepsia grave e de difícil controle.

Avelini afirmou que as associações atuam na produção de medicamentos e também no cuidado, no acompanhamento, na integração e no diálogo com os pacientes.

A experiência de pessoas que utilizam cannabis medicinal esteve presente na manifestação. Gyzelle Almada, integrante da ala medicinal, relatou ter uma doença rara e crônica inflamatória da pele e afirmou que o tratamento com cannabis alterou sua rotina e sua qualidade de vida. Ela participa do movimento pela legalização há anos, integra a Bioser e defende o direito ao cultivo e à organização coletiva de pacientes.

Articulação entre cidades

A mobilização reuniu representantes de outros movimentos. Larissa Ribeiro, do Coletivo Mente Sativa, participou em nome da Marcha da Maconha de Goiânia. O coletivo promove atividades culturais e musicais ao longo do ano e realizou, em março, uma batalha de mulheres em Goiânia.

A participação em Brasília foi apresentada como parte de uma estratégia de aproximação entre as mobilizações e de fortalecimento da articulação nacional das Marchas da Maconha. Larissa também defendeu que a discussão não fique limitada ao uso medicinal ou industrial da planta, incluindo o uso recreativo na pauta pela legalização.

Neste ano, a organização realizou ainda uma roda de conversa em Taguatinga, região administrativa do Distrito Federal, no espaço cultural Olho de Águia. A proposta foi levar o debate sobre cannabis e pesquisas científicas para além das universidades. Podcasts e outras atividades ao longo do ano também foram citados como formas de comunicação e mobilização.

Participação eleitoral

Realizada a pouco menos de duas semanas do primeiro turno das eleições de 2026, a marcha reuniu candidaturas que disputam cargos no Distrito Federal. Entre os candidatos a deputado distrital estavam Max Maciel (Psol), Gabriel Magno (PT), Michel Platini (Psol) e Raphael Sebba (PSB). Fábio Felix (Psol) participou da disputa por uma vaga de deputado federal.

A presença de políticos acrescentou uma dimensão eleitoral à mobilização, que manteve como eixos a defesa da legalização da cannabis, do autocultivo e do acesso medicinal, além da crítica à política de guerra às drogas.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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