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Marília Campos é eleita senadora e recoloca mulher mineira na bancada após 36 anos

Petista recebeu 3.990.864 votos e chega ao Senado com prioridades como a dívida de Minas, infraestrutura, saúde e políticas para mulheres.

Marília Campos é eleita senadora e recoloca mulher mineira na bancada após 36 anos
Foto: Marília foi a primeira mulher eleita prefeita de Contagem

Marília Campos (PT) foi eleita para uma das duas vagas de Minas Gerais no Senado Federal, com 3.990.864 votos, equivalentes a 19,44% dos votos válidos, após a apuração de 100% das urnas. A vitória encerra um intervalo de 36 anos desde a eleição de Júnia Marise, em 1990, última mulher escolhida por Minas para a Casa.

Aos 65 anos, Marília construiu a maior parte da carreira política em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Nascida em Ouro Branco, formou-se em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e presidiu o Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte entre 1990 e 1995.

Sua trajetória eleitoral começou em 2000, com a eleição para a Câmara Municipal de Contagem. Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), foi eleita deputada estadual em 2002, 2014 e 2018. Em 2004, tornou-se a primeira mulher eleita prefeita de Contagem. Depois, voltou ao cargo em 2008, 2020 e 2024, somando quatro mandatos à frente do município.

Atuação e prioridades no Senado

A experiência na administração municipal aparece como uma das bases da atuação que Marília pretende levar para Brasília. Após a confirmação do resultado, ela defendeu uma presença maior dos municípios nas decisões federais e afirmou que pretende representar as cidades, as mulheres e a população que mais precisa.

Na Assembleia, foi autora de propostas que deram origem a leis sobre segurança pública e proteção das mulheres. Entre elas estão a Lei Estadual 23.450, de 2019, que criou a Política Estadual de Prevenção Social à Criminalidade, e a Lei Estadual 23.644, de 2020, que permite registrar casos de violência doméstica por meio de delegacia virtual.

A defesa dos direitos das mulheres está entre as principais bandeiras apresentadas para o mandato. Durante a campanha, Marília defendeu a ampliação de políticas públicas para a população feminina e afirmou que normas como a Lei Maria da Penha precisam ser cumpridas efetivamente.

A dívida de Minas Gerais com a União foi apontada por ela como uma das prioridades do mandato. Em uma manifestação em frente à própria casa, em Contagem, defendeu um “grande pacto por Minas Gerais” para buscar uma solução para o problema fiscal do estado.

Também citou investimentos em infraestrutura e saúde. Entre as propostas apresentadas durante a campanha estão a ampliação da participação dos municípios mineiros nas decisões federais, investimentos em abastecimento de água e expansão dos institutos federais. Políticas de moradia e atendimento à população em situação de rua também foram associadas à experiência acumulada em Contagem.

Relação com a campanha presidencial

Marília afirmou que considera a eleição para o Senado uma vitória parcial enquanto a disputa presidencial não estiver definida. Ela informou que viajaria a Brasília para conversar com Luiz Inácio Lula da Silva e procurar formas de fortalecer a campanha nacional.

A primeira suplente será Luciana Costa, e o segundo suplente, Laércio Cintra. Ambos são do PSB.

O precedente de Júnia Marise

Eleita em 1990, Júnia Marise foi uma das primeiras mulheres escolhidas diretamente para o Senado Federal, ao lado de Marluce Pinto, de Roraima. Natural de Belo Horizonte, era jornalista e advogada e havia passado pela Câmara Municipal, pela Assembleia Legislativa, pela Câmara dos Deputados e pelo cargo de vice-governadora de Minas Gerais.

Júnia foi a primeira mulher a ocupar a vice-governadoria de Minas Gerais. Também assumiu interinamente o governo estadual e, no Senado, exerceu a terceira-secretaria e a segunda-vice-presidência da Casa. Seu mandato terminou em 1999, depois de oito anos de atuação parlamentar.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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