SALVADOR — O Largo da Tieta, no Pelourinho, recebe neste domingo (27) cinco orquestras em uma programação gratuita do Festival da Primavera. O encontro começa às 16h e foi organizado para aproximar diferentes gerações por meio da música instrumental, de salão e de repertórios ligados a Salvador.
Participam da iniciativa “LARGO — Todo mundo cabe” a Orquestra de Câmara de Salvador (OCSAL), a Orquestra do Maestro Zeca Freitas, a Orquestra Sergio Benutti, a Orquestra Paulo Primo e a Orquestra Fred Dantas. A programação foi construída pelos maestros para evitar a repetição de músicas e manter uma sequência contínua de apresentações durante cinco horas.
Programação no Largo da Tieta
A abertura, às 16h, ficará a cargo da OCSAL, regida por Angelo Rafael e com participação de Cláudia Cunha. O grupo apresentará obras de Guerra-Peixe, Tom Jobim e Gonzaguinha, em uma combinação de música de câmara e canção latino-americana.
Às 17h15, a Orquestra do Maestro Zeca Freitas levará ao largo um repertório associado aos bailes populares, com samba, salsa, baladas e standards de jazz. Às 18h30, será a vez da Orquestra Sergio Benutti, formada por 16 músicos e acompanhada pelos cantores Neto Moura e Daisy Carvalho. O conjunto tocará foxtrotes, boleros e versões orquestradas de músicas baianas.
A Orquestra Paulo Primo se apresenta às 19h45, conectando canções de Dorival Caymmi, Ary Barroso e Guilherme Arantes ao repertório dançante de Tim Maia. O encerramento, às 21 horas, ficará com a Orquestra Fred Dantas, que passará por Vivaldi e por versões orquestradas de clássicos do axé music, como “Jeito Faceiro”, “Rosa” e “Rapunzel”.
Tradição dos largos
A proposta também recupera a função dos largos coloniais como espaços de convivência no Centro Histórico. Fred Dantas relaciona o evento aos primeiros momentos da requalificação urbana do Pelourinho, quando as apresentações ajudaram a formar público para as orquestras e ampliaram o contato dos jovens com diferentes estilos musicais.
Para o maestro, a participação conjunta das orquestras contribui para a continuidade da música orquestrada na Bahia e para a geração de renda de músicos. O fechamento foi planejado com músicas mais animadas, sem repetir o repertório das atrações anteriores, para encerrar a programação em clima de dança.



