A Parada LGBTQIA+ de Taguatinga, no Distrito Federal, foi adiada por tempo indeterminado. O evento estava marcado para este domingo (20), mas a verba destinada à realização ainda não foi liberada pela Secretaria de Cultura. Organizadores continuam pressionando o Governo do Distrito Federal (GDF) pela disponibilização dos recursos.
Celebrada há quase 20 anos, a parada integra o calendário oficial de eventos do Distrito Federal. A Secretaria de Cultura afirmou que a realização do Orgulho Taguá na data prevista foi inviabilizada pela execução de outros eventos, entre eles o Brasília Orgulho 2026 e o Patrimônio Brincante. Como a data não poderia ser alterada, a pasta disse que não conseguiu concluir a liberação dos recursos a tempo.
Em nota, a secretaria declarou que “não há data prevista para a liberação dos recursos”. Também informou que as propostas de organizações da sociedade civil precisam passar por análises técnica e jurídica antes da eventual formalização da parceria. De acordo com a pasta, a Portaria Secec nº 21/2020 estabelece que a entrega da documentação não garante a execução automática do projeto nas datas sugeridas, e o prazo das análises pode ultrapassar 45 dias.
Divergência sobre os recursos
Organizadores contestam a justificativa apresentada pelo governo e afirmam que o atraso decorre de falta de dinheiro. Diulio Garcia disse que o processo tramita desde março e que os recursos de emenda parlamentar já estavam destinados e desbloqueados em junho. Para ele, a identificação de uma suposta falta de capacidade técnica às vésperas do evento causa estranheza.
Garcia afirmou que os organizadores continuarão cobrando uma solução para que a 19ª Parada do Orgulho de Taguatinga seja realizada. Segundo ele, o evento representa um espaço de cultura, geração de renda e visibilidade para a população LGBTQIA+.
A situação ocorre em meio a cortes na verba destinada à cultura no Distrito Federal. O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro correu risco de cancelamento, e trabalhadores da cultura realizaram mobilizações pela liberação de parcelas do Fundo de Apoio à Cultura (FAC).



