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Educação ainda exclui pessoas com deficiência, aponta levantamento do IBGE

Em 2022, 12,2% dos jovens de 15 a 29 anos com deficiência eram analfabetos; frequência escolar também era menor.

Educação ainda exclui pessoas com deficiência, aponta levantamento do IBGE
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que pessoas com deficiência enfrentam maior dificuldade de acesso à educação no Brasil. Em 2022, 12,2% dos jovens de 15 a 29 anos desse grupo não sabiam ler e escrever uma sentença simples. Entre os jovens da mesma faixa etária sem esse tipo de condição, a taxa de analfabetismo era de 1%.

A diferença também aparece na frequência escolar. Entre crianças de 6 a 14 anos com deficiência profunda, 82,3% frequentavam a escola. O índice era de 95,6% entre aquelas com deficiência severa e de 98,4% entre crianças sem deficiência.

No ensino médio, etapa correspondente à faixa de 15 a 17 anos, a frequência era de 65,6% entre jovens com deficiência profunda, 82,8% entre os com deficiência severa e 85,4% entre aqueles sem deficiência.

Para Luanda Botelho, coordenadora de indicadores sociais, a maior concentração de pessoas com deficiência entre os idosos ajuda a explicar parte da desigualdade educacional entre os grupos. A pesquisadora, porém, afirmou que “a desigualdade não se resume à questão geracional” e relacionou o problema também à falta de acesso dos ambientes escolares.

Matrículas e acessibilidade

Apesar das diferenças na educação básica, o número de matrículas de pessoas com deficiência no ensino superior aumentou de 33,4 mil, em 2014, para 95,6 mil, em 2024. A graduação a distância contribuiu para esse crescimento: passou de 11,9 mil alunos com deficiência, em 2019, para 45 mil, em 2024. O IBGE associa essa expansão à pandemia de Covid-19.

Dados do Censo Escolar, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), indicam que, em 2025, 78,5% das escolas de educação básica tinham pelo menos uma ferramenta de acessibilidade. Banheiros acessíveis eram o recurso mais comum, presentes em 57% das escolas: 54,8% da rede pública e 64,4% da particular.

Salas de recursos multifuncionais, destinadas ao atendimento educacional especializado, estavam em 30% das escolas — 34,5% da rede pública e 15,2% da privada. Profissionais de apoio estavam presentes em cerca de 26,2% das unidades, com diferença entre as redes: 32,8% na pública e 4,6% na privada.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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