BELO HORIZONTE — A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (17) a Operação Overclean para investigar uma organização criminosa que, segundo a apuração, atuava em uma secretaria municipal de Belo Horizonte. O caso envolve suspeitas de direcionamento ilegal na contratação de serviços e materiais didáticos.
A investigação identificou ao menos três contratos considerados irregulares, firmados entre 2024 e 2025, com valores que somam R$ 80 milhões. A operação cumpre 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Paraná, São Paulo e Tocantins.
Os investigados podem responder por crimes contra a administração pública, fraudes em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal não informou, no material disponível, a identidade dos demais alvos.
Histórico da operação
Esta é a 10ª fase da Operação Overclean, iniciada em dezembro de 2024. O objetivo é desarticular grupos que atuam no desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares e licitações fraudulentas.
As primeiras ações tiveram como foco esquemas em prefeituras da Bahia. Na terceira fase, em abril de 2025, o secretário de Educação de Belo Horizonte, Bruno Barral, esteve entre os alvos. Ele também ocupou o mesmo cargo em Salvador.


